sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

sobre minha geração L


Depois de fazer uma amiga num mercado bem sinistro numa rua de não-sei-aonde e acabar correndo da polícia, encontro segurança em uma escola de ensino médio/fundamental... Estava anoitecendo, então cheguei justamente na hora em que os pais foram buscar seus filhos e entrei com alguma facilidade. Lá dentro havia uma arquibancada onde me sentei e fiquei um tempo observando as pessoas passando. Acabei descobrindo que teria uma apresentação e resolvi ficar pra ver, mas antes dela começar minha mãe apareceu lá e conversamos um pouco. Em um determinado momento ela viu um cartão de visita que dizia "Sapatão Nordestina" ou coisa assim. Minha mãe, então, perguntou não muito discretamente porque alguém faria um cartão se expondo dessa forma, o que levou a possuidora do cartão, uma moça sentada logo a nossa frente, a ficar meio envergonhada e a tentar esconder o cartão e sua agenda de capa bem "orgulho gay". Respondi à minha mãe que entendia a moça, que, as vezes, quando o preconceito é muito grande, a pessoa precisa afirmar sua identidade da forma que encontrar. Então essa moça, que devia ter uns 50 e poucos anos, olhou para mim com uma cara de "é isso!" enquanto eu a defendia, e ela viu que eu também devia ser assim para entender o que ela passava. Conversamos um pouco e ela, já sabendo que eu tinha uma namorada, disse: "Agora a geração de vocês tem outro passo a dar: o de ter filhos!". Eu sorri, nos despedimos, e acabei vendo meu irmão vestido de verde com umas porpurinas no rosto dançando no meio da pláteia. Tinha começado a apresentação. Era uma apresentação bem figura, e não tenho idéia de como meu irmão foi parar lá, mas assistimos um bucado até que começou um incidente com um carro que tava manobrando no meio da arquibancada! Uma falta de respeito, eu achei. Depois de vários quase-atropelamentos e uma discussão com o motorista eu estava num carro com minha tia, dois primos e meu irmão, tentado sair de ré, subindo uma rampa bastante íngreme, e quase batendo em carros e pedestres. Fui passageira e motorista.. acordo..

sobre como deve ser o sexo para homens heterossexuais

No meio de uma história que não me lembro muito bem e que se passava na minha casa, eu acabo me tornando um coreano recém-casado! Eu me minha esposa, que também era coreana, estavamos em um quarto meio estranho e começamos a nos beijar e tudo... Ela estava apavorada porque estávamos prestes a fazer sexo e ela era virgem. Aparentemente eu já tinha tido algum tipo de experiência e parecia saber mais ou menos o que estava fazendo. Me lembro de tentar ser bem cuidadoso com ela, mas o engraçado é que eu fui bem homem nessa hora! Não me importei muito com preliminares e coisas do tipo e fui cuidadosamente colocando meu pênis na vagina dela. Eu tinha um pênis! essa com certeza é uma das sensações mais estranhas que eu já tive! Bom, continuando, eu olhava para ela na altura da vagina/útero e podia ver o que se passava dentro dela!! Lógico que fiquei fascinado(a) olhando o que estava acontecendo, e isso acabou me excitando ainda mais. Com o tempo ela relaxou um pouco e as coisas funcionaram melhor. Agora uma coisa muito estranha é que eu sentia o prazer que eu sinto fazendo sexo, só que localizado fora do meu corpo (que era o corpo do coreano.. ), mais especificamente na ponta do pênis que eu tive! Pense numa experiência surreal!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

leque e lâminas


Havia uma rua de terra pela qual várias pessoas transitavam constantemente, indo e vindo de lugares que eu desconhecia, só exitindo pra mim enquanto estivessem no pedacinho da estrada que minha visão abarcava. No sonho eu não cheguei a pensar assim, mas agora parece que elas vinham e iam pro além enquanto eu ficava nesse lugar entre, num quase não-lugar...

enfim, houve um momento em que eu dançava com um leque enorme, vestida de preto e vermelho, sem público nem nada, só porque sim. Adorava aquele leque! Embora a minha dança fosse bem séria, quase no espírito da dança flamenca, eu me divertia bastante. Era noite enquanto eu dançava..

em outro momento, mais acima da estrada, eu e outras pessoas conversávamos com uma criança que queria comer muitos doces e levar uns brinquedos para a escola, enquanto os mais velhos mão queriam que ele comesse aqueles doces. Não era dia nem noite essa hora..

chegou, então, uma hora em que eu estava um pouco mais abaixo na estrada, sentada numa espécie de cerca de madeira que não cercava nada, conversando com um estrangeiro e meu irmão. Minha namorada chegou depois de um tempo, e ela e o estrangeiro, que agora já era um amigo, andaram comigo descendo a estrada. O número de pessoas transitando havia aumentado um pouco e acho que já era mais dia que noite. Minha namorada, que estava segurando um machado, perguntou se podia bater com ele em mim, e pediu que andasse na sua frente. Eu disse que isso ia me matar e ela falou algo como "é só um pouquinho.. eu quero muito!". Andei por pouco tempo na frente dela e imaginei duas formas dela me matar com aquele machado, infincando no meu crânio ou me decapitando, e decidi andar ao seu lado. Disse que não queria morrer. O estrangeiro tinha se tornado um amigo nosso que acabou entrando nessa discussão e liderou o caminho um pouco para fora da estrada, para a beira de um rio. Chegando lá ela me convenceu a fazer só um pequeno corte na minha cabeça com um facão meio enferrujado que ela carregava agora no lugar do machado e enquanto eu olhava para o lago ela me cortou. O corte doía, mas nao a ponto de eu manifestar alguma dor... e foi feito bem devagar, como se ela quisesse prolongar aquele momento ao máximo. Quando acabou eu estava com raiva dela... Nós três continuamos andando para o outro lado, cruzamos a estrada te terra e chegamos perto de um lugar que cultivava minhocas.. passamos pelo meio de uma horta meio estranha e descemos.. não sei pra onde íamos, mas acho que tinha água.

sábado, 29 de novembro de 2008

Eu Drag Queen.


Esse sonho se passa à noite, na escola em que estudei do maternal até a sétima série, onde eu e minha namorada estávamos tomando banho em uma das salas de chuveiro que ficavam no lugar das salas do maternal. Haviam barulhos de pessoas fazendo sexo em outra sala ao lado, mas nós só tomamos banho mesmo..
Poxa, eu já me esqueci uma boa parte desse sonho.. mas enfim, depois disso lembro que houve uma espécie de celebração no pátio onde a gente brincava no maternal, e, logo antes de começar, o pessoal da festa começou a procurar meio desesperadamente alguém para se apresentar, então eu e uma colega que estudou comigo na infância resolvemos improvisar algo como drag queens.

Já montadas, fizemos algumas performances que o pessoal pareceu gostar: uma meio ABBA, ou coisa parecida, uma de um tango esquisito, porque nenhuma de nós sabia dançar tango, e depois eu fiz um solo de dança contemporânea. Nos últimos momentos já havia bastante gente dançando no pátio e se divertindo muito. Ouve um conflito entre nós duas, mas não me lembro como nem porque.

Minha namorada depois veio me falar que foi ótimo, que eu arrasei, afinal eu já tinha o quê, 9 anos de experiência como drag queen? Eu disse que era menos que isso, mas já tinha alguma mesmo! ;-)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

encontro com Lygia Clark






Antes de tudo, Lygia Clark foi uma artista plástica brasileira importantíssima para a história da arte, e, para os que não conhecem sua obra, aconselho fortemente que procurem conhecer um pouco, mesmo que por imagens (embora não seja a mesma coisa, claro!).

Bom, nem acredito que encontrei ela em sonho!!! Quando eu a vi, estávamos em um parque cheio de árvores, e não sei dizer se era dia ou noite, mas lembro que ela brincava com um banbolê, girando-o em uma de suas pernas. Eu a via de baixo, como se fosse muito pequena e ela enorme! Ela estava bem velhinha, bem magra e muito contente o tempo todo, muito tranquila! Nós conversamos um pouco e eu fiquei tão impressionada por estar na presença da Lygia Clark que fiquei meio tímida, e não conseguia pensar direito no que falar. Um amigo meu, que é produtor por sinal, apareceu e a convidou para irmos para a barraca, onde minha namorada e umas outras duas pessoas estavam. Não lembro direito como foi a conversa (tirando que uma parte foi relacionada a seu trabalho) mas sei que ela passava uma segurança enorme para a gente, como se dissesse: vocês são jovens, e eu sei que ainda tem muito por percorrer, mas confiem nos seus passos e aproveitem tudo o que puderem!


Quando saímos da barraca, havia um parquinho lá perto, com chão de pedrinhas brancas que brilhavam um pouco (agora era noite). Os outros se espalharam, e eu fiquei observando-a enquanto ela deitava de olhos fechados nas pedrinhas, sentindo aquele momento. Achei lindo aquilo! Me lembrei das minhas aulas de dança e de como as sensações se ampliam quando estamos presentes naquele momento.. me virei e, ainda sorrindo, passei a mão sobre a grama e algumas pedrinhas, sentindo a delícia daquele momento!
Acordei muito feliz!







domingo, 17 de agosto de 2008

sonho do dia 9 de agosto

Muita coisa já tinha acontecido durante o sonho quando eu e minha namorada passeávamos pela universidade. Era noite e o clima estava tranquilo quando começamos conversar com menino que nenhuma de nós conhecia. Não me lembro qual foi o conteúdo da conversa, mas sei que, depois de um tempo, ele me pediu para bater no rosto dele. Claro que eu achei que ele não estava falando sério e perguntei: "Tem certeza? não... não, não posso fazer isso", enquanto ele insistia: "não tem problema, eu que tô pedindo! pode bater com força!". Depois de um pouco mais de insistência eu finalmente comecei a bater nele, e acabei me soltando mesmo. Senti uma raiva profunda, uma vontade de acabar com ele tão grande quanto era possível, e o arranhei e bati até que minhas mãos estavam cheias de sangue e ele me pedia para parar. É verdade que eu não queria parar, mas atendi sua vontade e me assustei percebendo como ele tinha ficado... Esse cara me perguntou então como eu me sentia e eu falei que era como se fosse descobrindo camadas de ódio que ficam escondidas por debaixo da superfície, ou qualquer coisa parecida com isso.
Passando esse momento, fui falar com minha namorada que estava me esperando fora da sala onde estávamos e, enquanto eu lhe contava o que havia acontecido, o rapaz aparece e diz que vai denunciar tudo o que eu fiz para a direção. Eu, claro, fico super indignada, afinal ele que tinha pedido!
Bom, vamos para uma espécie de reunião onde várias pessoas de blusa branca (com alguns em cadeiras de roda, outros com algumas debilidades físicas) e alguns engravatados se sentam ao lado de uma janela (agora é dia e uma luz alaranjada colore tudo na sala), numa enorme mesa de madeira, onde esperamos aquele cara, que chega atrasado com seu advogado ao lado. Ele quer me processar. Começa falando da agressão, etc. e tal, e eu o interrompo bruscamente contando o meu lado da história, que, felizmente, é bem recebido por aquelas pessoas. Ele ainda tenta dizer que eu sou louca, que eu disse que me sentia descascando, ou qualquer coisa assim, mas pra minha sorte os "juízes" não se impressionam com aquilo e eu acabei não sendo expulsa, nem presa e nem tendo que pagar nada pro cara. Ele sai de lá super revoltado, e eu super aliviada.
Depois estou andando por uma estrada de terra, a noite novamente, e fico sabendo de sua presença. Fico apavorada! Sei que ele quer me fazer mal. Quando encontro meu irmão numa cadeira de rodas indo para a direção onde ele se encontrava falo quase gritando que ele tem que arrumar uma carona para longe dalí, que eu não podia explicar tudo e que tinha que cuidar da minha namorada agora. Saio correndo procurando aquele cara, e quando chego num teatro quase sem luz vejo algumas pessoas apavoradas e ele, com uma cara terrível de psicopata dizendo que estava me procurando e outras coisas que eu não me lembro. Eu tento conversar com ele, mas não dá... ele está completamente fora de si. Ele fala alguma coisa sobre minha namorada e então eu a vejo levantando da segunda fileira de cadeiras com um grito... seus rins tinham sido arrancados por aquele monstro!
Enquanto ele ri, eu corro desesperada gritando por ajuda, dizendo que ele está louco que, que precisamos de um médico, e como as pessoas parecem não me entender eu procuro pedir ajuda em espanhol em inglês também. chego a quase perder a voz...
então acordo.

sábado, 2 de agosto de 2008

2 de agosto de 2008

sonhei com várias coisas, mas me lembro apenas de fragmentos... as conexões ficaram de fora, talvez por eu não ter ficado tempo suficiente procurando encontrá-las. Bom, de qualquer forma vou escrevê-los na ordem que acredito terem acontecido.

I
eu estava viajando de carro com algumas pessoas e por algum motivo chamei uma amiga minha que está viciada em pó... disse que talvez ela pudesse dirigir o carro, que tinha, por sinal, uma mãe carregando seu bebê sentada no banco de trás. Ela dirigiu e, vou dize, todos ficamos super apreensivos com ela nos conduzindo pela estrada. foi aí que percebi o erro que tinha cometido!
Convencemos ela a parar o carro no próximo posto, onde ficamos um tempo. Conversei com ela, disse que não devia dirigir, que não estava bem para isso e mais algumas coisas, na esperança de ajudá-la de alguma forma. Ela se sentiu um pouco ofendida e sumiu com um dinheiro que eu não me lembro bem da onde tinha surgido. Continuei preocupada com ela, ela continuou na mesma e os outros continuaram seguindo comigo na estrada... havia música... acho que era um blues. haviam montanhas por perto e já estavamos naquele momento lusco-fusco.
chegando numa cidadezinha vimos os postes ascenderem... meu amigo diz que essa hora é mágica..

II
é dia e estou novamente no carro, chegando numa cidadezinha do Alasca e meu pai é o condutor. De um lado da pista só há neve, do outro a cidade. A pista, de repente, torna-se um caminho sobre madeirites e eu estou de bicicleta com uma amiga do meu curso e outras pessoas desconhecidas. Os carros aparecem de vez em quando e temos que tomar cuidado. Em um determinado momento, eu estou na garupa e há uma rampa tão íngrime que sua parte final chega a fazer um ângulo reto com a pista. A bicicleta agora era uma moto e seguíamos em direção à rampa... não acreditei que ela fosse em frente, mas para minha surpresa e terror ela foi! nossa, que sensão foi aquela? é como se estivesse numa montanha russa onde nada me segurasse ao carrinho e a probabilidade de sair intacta fosse mínima! a rampa acabou e continuamos no ar por um tempo, sendo que eu tive de me segurar firme na moto para não cair. A moto fez um movimento estranho e, surpreendentemente, caímos perfeitamente na pista! não vou descrever como fiquei depois disso.. imagine-se passando por isso e como você se sentiria. Foi real assim.

III
Eu estou com a mesma amiga, de volta com as bicicletas, em parque bem longe do Alasca, pelo que dava pra var da vegetação, onde várias pessoas pedalavam na mesma direção, que por sinal é a oposta do caminho que fazíamos no Alasca. Descubro com os passantes que estamos fazendo parte de uma espécie de maratona de bicicletas em prol de não-se-o-que. continuo pedalando e minha amiga some, sendo que eu fico carregando sua bicicleta desmontável e em parte andando , em parte pedalando.


IV
Entro num quarto idêntico ao de uma amiga de infância minha, com tudo rosa (eu nunca fui muito fã dessa cor) e sinto uma estranheza enorme por voltar ao que eu sabia ser o meu quarto. Fazia muito tempo que eu não esntrava lá e não me senti nenhum pouco confortável ali..

V
Eu estava em um quarto nas dependências da faculdade, conversando com uma mulher que eu nunca vi na vida, quando escutamos um barulho estranho... ao olhar pela janela vejo um corpo todo enrolado por uma corda branca, parecendo um casulo, pendurado do lado de fora do prédio, batendo na janela como o pêndulo. Pergunto se ele estava vivo duas vezes e escuto sons abafados de quem tem a boca amordaçada. Nessa altura, outros habitantes do prédio já tinham percebido o corpo e nos juntamos para tirá-lo dali. Quase caí da janela nessa processo. O cara que estava preso era negro e um amigo dele, também negro, apareceu lá para acudí-lo. Vi os dois indo embora e, ainda meio em choque com o que tinha acontecido, pensei: "como alguém pode fazer algo assim?" e "ainda bem que eu sou morena", além de outras coisas relacionadas a universidade e ao grupo neonazista que havia lá...
no meio dessa história surgiu meu primo e um cara meio estranho que conversava com ele num tom suspeito sobre cocaína. Meu primo dizia, com cara de que mentia, que tinha parado de vender...

terça-feira, 29 de abril de 2008

sonho de 29/04

Havia uma princesa, ou rainha ou imperatriz de rosto e roupas asiáticas, chinesas eu chutaria, que resolveu passear disfarçada de uma pessoa comum. Claro que não estava só, tinha a companhia de dois de seus servos, um homem e uma mulher, que para esta ocasião a chamavam de algo como Twig. Sua roupa era vermelha e dourada, o cabelo negro puxado pra trás em um penteado não muito elaborado e parecia tão entusiasmada em conhecer as coisas, a realidade, que seus acompanhantes ficavam em pânico, afinal ela parecia não ter muita noção de perigo. Lembro de tê-la visto andando apressada por um lugar onde passava um trem, e era cheio de oficinas, fumaça e sujeira. Algumas vezes fui sua acompanhante, embora no geral visse tudo de fora, e fui repreendida por falar seu verdadeiro nome ou me preocupar demais.

Ela chegou a lugar fechado, um prédio que talvez fosse um teatro, mas não importa. Agora eu, como eu mesma, estava lá e participava dos acontecimentos estranhos que seguiram a chegada de twig. Não lembro o que aconteceu para que se chegasse nessa cena, mas havia uma corda pendurada lá no alto (o prédio tinha muitos andares, uma cor amarelada e era meio tortuoso, meio como os prédios de Gaudí) e ela tentava subir, com minha ajuda. Uma pequena multidão de juntou no térreo e eu tentava convencê-la de algo.. talvez de descer dali. Nesse trecho sei que fui ela por alguns momentos, embora no geral fosse eu mesma. Quando estávamos na altura da corda correspondente ao quarto ou quinto andar apareceu uma figura que não era muito amigável. Lembro que senti um pouco de medo daquele ser cujo rosto não ficava aparente e que, se me lembro bem, carregava um espelho em suas mãos. Essa figura queria algo com a imperatriz, e ficou insistindo para que ela olhasse para o espelho, até que a imperatriz pulou a mureta, juntando-se ao ser desconhecido. Fiz o mesmo e corri atrás dela, que sumia da minha vista com aquela figura estranha. Achei que corria perigo. Acordo ainda procurando-a.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

viagem ao oriente médio



Estou nas ruas de uma cidade que não conheço. Olho para todos os lado com aquela curiosisade típica dos viajantes e vejo as árvores, as ruas, as pessoas... tudo tão diferente! Alguns militares armados cirlculam na rua, e existe um quê de pós-guerra na arquitetura, mas isso não me deixa menos fascinada. Atravessando a rua vejo os muros meio descascados com pinturas fantásticas e bem críticas, bem como os desenhos de Marjane Satrapi (autora de persépolis). Por conta dessas pinturas chuto que estou em Tehran, já que essa artista é iraniana, embora antes achasse que era Bagdad.
No caminho me deparo com alguns policiais que perguntam para onde estava indo, porque andava sozinha e coisas do gênero. Tento me comunicar em inglês, mas claro, eles não falavam e nem gostavam de ingles, então tento um portunhol que supreendentemente funciona super bem! Enfim, expliquei que precisava comprar sabonete e pão e que procurava o lugar onde poderia encontrar esses produtos. Eles me indicaram o caminho e foram embora. Segui para onde apontaram e encontrei uma tenda que se destacava de todo o resto que eu havia visto, afinal, a cidade era toda meio amarela e aquele lugar era verde escuro com detalhes vermelhos. O moço que me atende já é bem velhinho e muito simpático; chegou com um baita sorrisão e me contou várias histórias de sua vida. Ele costumava vender artigos proibidos no país e ajudar jovens revolucionários, inclusive ficamos super tensos quando uns policiais apareceram fazendo perguntas. Nossa, o que ele tinha escondido seria suficiente para matarem toda sua familia! bom, eles foram embora sem nenhum problema, ele escondeu algumas coisas pra mim no pão (como um creme pra pele e outras coisas) e me vendeu também o sabonete que precisava. Saio novamente andando pela cidade e acabo me perdendo. Por um segundo tenho medo, mas resolvo não me importar. Ando um bocado, até ultrapassar alguns prédios e chegar num lugar onde posso ver o mar. O lugar é lindo, mas o que me chama mais a atenção é um grupo de jovens meio punks, dentre os quais haviam alguns casais gays, que se encontravam dentro d'água até a cintura, debaixo de um teto de concreto sobre colunas grossas e baixas (parecendo uma parada de ônibus grande). Fico impressionada de encontrar um grupo assim naquele país, e os admiro pela coragem e por não perderem sua identidade mesmo vivendo num lugar onde isso é considerado crime. Meu olhar acaba se fixando num casal de meninas abraçadas que se beijam quase tranquilamente. A de cabelo rosa, então, olha pra mim como quem diz "tá olhando o quê?", e me viro para olhar para outras coisas. Nesse momento eu penso na minha namorada. Sinto saudades, desejo que ela estivesse ali... aí eu olho para céu e sorrio pensando nela.
Continuo andando, curtindo o ar da cidade, e descubro que vai acontecer um show onde havia chegado. Sento-me na arquibancada e tenho uma pequena conversa comigo, só não me lembro sobre o que... bom, acabo me distraíndo com um grupo de mariachis que passa por ali. A música deles é boa, então desisto do show e os sigo, sem que me vejam, pelas pedras que encontram o mar. Passo por trás de um grande prédio, perto da água, e danço um pouco sozinha ali. O lugar é lindo! Muito arborizado, com o céu de fim de tarde maravilhosamente colorido e, ao que parece, a água cobrindo um pouco da cidade. Continuo indo atrás dos músicos, pelas pedras, e atravesso uma porta que leva a um jardim estranho, meio descuidado, com muito mato, muros em volta, mas a céu aberto. Não lembro o que pensava lá, mas sei que de repente uma senhora bem pirua chegou lá meio afobada e pouco tempo depois surge um homem vestido de fraque e cartola. Não lembro direito o que aconteceu nessa hora, que ela falou comigo e que havia algo sobre um anel... mas não sei bem o quê.
Acordo...



* Desenho da série Persépolis da artista Marjane Satrapi

Sonho de 24 de abril de 2008

Eu estava a caminho de um rio com meu primo e uma grande amiga, e, chegando no estacionamento de terra improvisado, percebemos que lá não haveria a tranquilidade que procurávamos, afinal, além de já estar cheio, não paravam de chagar mais pessoas. Resolvemos procurar outro lugar e, de repente, eu estava em uma cadeia de montanhas em um país diferente, acho que Tailândia, ou coisa assim, perto de um lago maravilhoso, onde pessoas de diferentes nacionalidades (indianos, turcos, chineses, etc.) nadavam ou velejavam com suas roupas e acessórios maravilhosos, o que dava um ar um tanto exótico ao lugar. O que via lembra um pouco uma cena do filme "amor além da vida" que se passa numa escadaria, perto de um lago... O vento fazia os longos e coloridos tecidos das roupas e de um barco ou outro dançarem lindamente. Eu estive em um barco por um tempo e também voei um pouco, mas acabei caindo na água. Estava maravilhada com tudo o que via (como não estar?). Minha mãe apareceu lá, e me lembro de perguntar a ela qual era mesmo o país em que estávamos e comentar de como era maravilhoso poder conhecer lugares assim.
Mergulhei, então, nas águas escuras e via novas maravilhas subaquáticas, incluindo uma cobra amarela que se contorcia, quase num balé, hipnotizando-me. Senti que o ar me faltava, mas sentia muita dificuldade em subir para a superfície. Ainda debaixo d'água, vi um peixe relativamente grande e meio feio ao mesmo tempo em que ouvia a voz da minha mãe dizendo que aquele era "um daqueles peixes de língua azul". Vi sua língua e levei um susto. Pensando agora, acho que ele lembrava um pouco aquele cachorro Chouchou... Bom, ainda não tinha conseguido subir definitivamente para a superfície e precisava respirar. Fui me apoiando nas pedras que estavam na minha frente e subindo meu corpo para a superfície, onde, a princípio, não consegui enxergar nada. Ouço a voz de outro primo meu e tento chamá-lo mas por outro nome, até que consigo, com algum esforço, lembrar seu verdadeiro nome e ele me guia para que eu consiga subir. Sinto texturas estranhas e, com sua ajuda, consigo subir mais um pouco e enxergar as coisas em que havia tocado: peixes, estrelas do mar e coisas gosmentas, além das pedras. Finalmente chego em solo firme e seco, onde algumas pessoas estão tentando montar suas barracas contra a força de um vento fortíssimo acabado de surgir.
Acordo...

um choque e um sorriso

Eu estava na escola onde estudei desde o maternal até a sétima série, num pátio lotado de gente onde onde eu costumava brincar, e tinha minha câmera em mãos. Não lembro o motivo de tanta gente estar ali, mas sei que pelo visor da camera pude ver uma cena ao mesmo tempo bonita e chocante: um homem que se encontrava perto de uma escada, atrás da grade vermelha, tinha sua mão cortada de alguma forma. Ele estava a contra-luz e consegui capturar o momento do corte, embora tenha deixado o quadro um pouco aberto demais... Depois de ter conseguido a foto fui me tocar de que havia uma mão caída no chão e o público, que se concentrava todo do lado de cá da grade, vibrava com a dor daquele homem! Fiquei horrorizada. Gritava desesperada tentando fazer os outro entender o que estava acontecendo... mas sem nenhum sucesso. Nem sei descrever direito a angústia que sentia por ver a dor do homem que sofria sozinho do outro lado e a felicidade dos que estavam ao meu redor...


cochilo da tarde
Eu e minha namorada estavamos no apartamento do diretor de um filme que ela participou. A casa era uma bagunça sem tamanho, com direito a vários cachoros e crianças correndo pra todo lado e fazendo muito barulho. Não lembro porque entramos na casa, mas lembro que depois de ter saído e encontrado minha família do lado de fora (bem branco, clean, um contraste enorme com o interior do apartamento) escutamos uns gritos do lado de dentro, mas não eram gritos de medo ou de dor. A porta se abriu e vimos que era brincadeira das crianças, que agora dançavam com as canetinhas na mão, e havia um adulto nu com o corpo todo desenhado pelas crianças e que, apesar de ter rosto e corpo de homem, tinha uma vulva no lugar do pênis. Ele falou algumas coisas que não me lembro e fechou a porta. Agora estávamos eu, minha namorada e minha família (meus pais, minha avó e tia por parte de mãe, meu primos filhos dessa tia e meus irmãos), ou seja, tenso. Minha avó e minha tia não sabiam que eu estava com ela, mas os outros sim. Bem, houve alguma espécie de lanche onde todos os alimentos eram nojentos e não convencionais, tipo lesmas, parafusos com graxa, etc., e não lembro se comi. Quando estávamos saíndo o lugar se parecia com um aeroporto, e minha avó veio perto de mim e falou meio indiretamente que tinha sacado que estávamos juntas e que por ela era tudo bem! quase chorei ao ouvir isso! Ela também ficou bem emocionada e nos abraçamos forte. Depois, claro, fui contar pra minha namorada, que estava com uma blusa de frio quadriculada que ela usava muito no segundo grau, e quase esparramos pela quinquagésima vez! heheh A última cena que me lembro é da gente se olhando, sorrindo, de mãos dadas pelos dedos, enquanto minha família caminhava para algum lugar.
O céu estava lindo quando acordei...

terça-feira, 4 de março de 2008

sonho de 3 de março


O lugar se parecia com um shopping, mas era como uma cidade inteira subterrânea, com aquela iluminação super artificial de sempre. O conflito girava em torno de uma bolsa, que eu havia esquecido em algum lugar. Bom, esqueci uma boa parte desse sonho, mas duas cenas se mantiveram conservadas. Na primeira, eu estava em uma loja procurando a tal bolsa, ainda sem sucesso, e comecei a prestar atenção ao que passava na televisão que estava no balcão virada para os clientes. As imagens eram fortíssimas, meio chocantes até, como alguns quadrinhos underground... uma das imagens lembra um pouco a capa edição 8 da revista zupi e os traços do Lourenço Mutarelli. As cores principais eram vermelho, preto e branco, com roxo e azul aparecendo menos e bem pouco amarelo de vez em quando. A imagem era de um rapaz estranho no centro, meio flutuante, que ia se transformando de várias formas, mas sem mudar o sexo e sem perder a estranheza, até se encontrar numa cadeira de rodas daquelas com motor. Dentre os clientes que estavam assistindo essa animação havia um rapaz em cadeira de rodas que lembrava o outro em alguns aspectos... fiquei tentando adivinhar o que ele estaria pensando vendo aquele vídeo... No início achei que deviam tirar o vídeo, que ele não gostaria, mas me aproximando percebi que ele sorria ao ver alguém como ele na tv.

A outra cena se passa no andar de cima, rodeado por um muro branco e não muito alto que nos permitia ver as pessoas andando no andar de baixo. Eu andava ao lado da minha namorada e vi duas mulheres, já mais velhas, olhando para mim de um jeito estranho. Imediatamente perdi minhas forças e mal conseguia andar. Minha namorada continuou tranquilamente até depois daquelas senhoras e eu continuei tentando... me arrastei, tentei me levantar, caí diversas vezes, e elas continuavam paradas no mesmo lugar olhando para mim e sussurrando alguma coisa que eu não podia ouvir. Consegui, depois de muito esforço, alcançar minha namorada e andar normalmente. Comentei que perdi minha força, que a energia delas era horrível e que devia ter sugado a minha. Claro que ainda estava espantada com aquilo, e me perguntava se tinha sido por preconceito, implicação ou outro motivo. também me perguntava porque só eu tinha ficado daquele jeito...

domingo, 2 de março de 2008

sobre loucura, música e meu amor

Não lembro como essa história começou, mas sei que era noite e estava em uma praça com meu irmão e uma terceira pessoa e conversávamos sobre aquela situação um tanto tensa que vivíamos: queriam colocar-nos num hospício. Não estávamos bem e sabíamos disso... mas aquilo... aquilo era um pouco demais. O centro da praça possuía uma espécie de escultura, a qual nunca olhei diretamente, mas onde me apoiei enquanto fazia movimentos meio dançados durante a conversa, e só por isso sabia (ou sei agora) de sua existencia. Foi ao redor do canteiro dessa estátua que conversamos, principalmente, sobre nossas famílias... lembro de um prédio com várias janelas de vidro perto de onde estávamos, que provavelmente era o hospital. as pessoas que vinham perto de nós, dentre eles médicos e familiares selecionados, pareciam não perceber que podíamos ouvir o que diziam. Eu me sentia mal por isso... Minha mãe veio me dizer algumas coisas que não me lembro agora e, depois, já estava internada. Meu irmão não estava mais comigo. Eu ficava num quarto grande, mas tão lotado de camas e pessoas que só não parecia pequeno demais quando as pessoas sumiam... não sei o que iam fazer ou pra onde iam, mas passei um tempo bem dopada naquele lugar... e deprimida... e com alguma raiva guardada... tudo era meio azul acinzentado nesse quarto, até as pessoas.
bom, sei que conheci algumas delas e tudo, e que, em um determinado momento, muita gente começou a ir embora e alguém me falou que não estavam mais tomando conta da saída, que qualquer um podia sair. Coloquei a cabeça pra fora e vi um homem com uma blusa vermelha super entretido com sei-lá-o-quê que ele estava fazendo e pessoas simplesmente andando para fora! Como os outros, consegui sair. Em seguida, me encontrava perto de um restaurante, ou café, não tenho certeza, andando com um amigo ao meu lado que me dizia coisas sobre seu pai. Eu fazia uns movimentos estranhos quando saí, num sei se por conta do remédio, mas, em parte, eles me faziam acreditar mais na minha loucura (mesmo que uma parte de mim soubesse que eu não era e nem estava louca..). Bom, nos sentamos numa mesa super escondida, do lado de fora do café (?) e vimos o pai dele, que chegou já brigando feito um búfalo furioso, mas todo vestido num traje europeu do séc. XVIII! Esse meu amigo se tranformou em outros personagens masculinos algumas vezes, e acho que eu fui ele por um tempo também. Daquela briga só me lembro de falar: "eu estava lá dentro não estava?" me referindo ao hospital, e que o pai dele não o aceitava por algum motivo que não fazia sentido nem pra mim nem pro meu amigo....
Depois, minha mãe (que as vezes se transforma em minha professora de dança e amiga) vem me dizer que eu devia ter estudado música, que essa foi uma das coisas que eles erraram comigo, porque meu irmão sempre foi muito voltado pra música e bastante incentivado, mas que nós dois precisamos dela num nível muito profundo. Minha professora de dança (antes minha mãe), então, vem me falar que eu devia tocar algum instrumento de cordas ou sopro. Na próxima cena, eu estou na frente de uma escola de música pedindo para testar os instrumentos de sopro dos alunos que estão saíndo, vendo se eu consigo fazer som em algum deles, e já segurando um instrumento meu (parecido com um tropete). Consegui fazer som em alguns, mas teve um deles, um pouco maior (lembrava uma trompa), que era muito díficil! A dona dele era meio chatinha, mas como estava no telefone deixou eu tentar mais vezes, só que por mais que eu assoprasse nada acontecia! A embocadura começou a ficar com um gosto muito ruim, que me lembra dentista e eu achei melhor devolver logo. Ela ainda estava no celular...
acordo...




Estou num grande salão com várias outras pessoas que se hospedaram no mesmo hotel tendo uma aula de tango. Estavámos agrupados em pares e dançávamos algo que não sei descrever direito, mas posso dizer que não parecia muito com tango. Ao final da aula, a maioria das pessoas foi embora e eu fui falar com minha namorada. Acho que ela ficou com um pouco de ciúmes por eu estar dançando com outra mulher, mas não comentamos nada. Alguns amigos estavam por perto e conversamos um pouco antes de subir pro quarto. O hotel era enorme, com o teto bem alto e muitas janelas. Chegando no quarto ela parecia um pouco melhor. Nos beijamos.. eu disse algumas coisas pra ela, como o quanto ela era maravilhosa, e o quanto a amava. Ela sorriu como quem diz obrigada, disse que também me amava, e descemos para encontrar um amigo. A próxima coisa que eu lembro é que ela estava sentada debaixo da chuva, virada para a paisagem, num lugar bem alto e eu e nosso amigo estávamos olhando-a pela janela. Podia ver o caminho que havia percorrido para chegar lá e não lembro se a chamei ou se me preparava para ir até lá, mas sei que ela se virou para mim.. e eu acordei.



Estou subindo numa moto para pegar carona com alguém. Não sei pra onde vamos, mas a velocidade me deixa apreensiva e eu sei que não devo demonstrar, afinal todos ali estavam muito confortáveis com isso. Depois de um tempo, descemos por uma pilha de galhos de arvores, plantas mortas e lixo, e fomos parar numa praia linda, com um lago atrás. O estilo de todos é meio puxado para punk, misturado com uma coisa anos 80. De repente, estavamos num lugar fechado que funcionava meio que como uma escola de música bizarra e onde um dos companheiros de moto começou sua apresentação, sonora e visualmente muito esquisita, mas que cativou o professor que selecionava os alunos. Alguns ficaram meio invejosos com isso... acho que eu oscilava entre inveja, admiração e felicidade por ele..
acordo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sonho que tive durante uma viagem à Pernambuco


Eu estava em um restaurante e minha mãe me mandou um fax com um monte de símbolos, diagramas e palavras dizendo que era uma carta. Um garçom me havia falado que algumas pessoas ali tinham uma carta e me perguntou se eu também tinha e qual era. Respondi que tinha, mas ainda não sabia qual era. Falei novamente com minha mãe através do telefone do fax para descobrir e, quando ele já havia saído, ela disse que era "a torre". Quando olhei pra minha namorada em seguida, seu corpo estava coberto desses desenhos, diagramas, etc (acho que ela era a carta, mas que não era sobre ela.. ). Enfim, saí a procura daquele garçom, mas só encontrei outro que me levou lá para fora onde eu teria que esquiar por numa rampa de cimento com uma determinada sequencia de movimentos para mudar de dimensão. eu sabia que haveria de fazer muitas coisas nessa outra dimensão e tinha medo, principalmente de que afetasse minha namorada, mas no fim decidi que quando eu voltasse ela estaria bem e que o tempo passaria de tal forma que eu ficaria muito pouco tempo longe dela na nossa dimensão. O garçom que me ensinava como fazer sumiu com um raio de luz azul e eu continuei tentando. No processo apareceram uma mãe e uma filha tentando o mesmo resultado e agindo contra mim. finalmente, na ultima tentativa possível (era isso ou morte certa), mudei o meu estado. Não cheguei aonde deveria, mas um vél escuro me matinha afastada daquele mundo. Era como se tivesse morrido, mas não era exatamente isso (já aconteceu em outro sonho) e passei a assisir tudo de fora ( no caso mãe e filha tentando mudar de dimensão). Via que elas não estavam se dando bem, e na realidade a filha nem queria nada daquilo, mas a mãe insistia irritada... acho que acordei enquanto elas brigavam... sei que apareceu um altar com bastante roxo e vermelho em algum momento da briga; alguma coisa relacionada ao ritual que a mãe queria fazer... Acordei intrigada com a tal carta.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Era noite... eu estava andando de bicicleta num estacionamento dentro dos domínios da UnB e encotrei outros ciclistas noturnos com os quais acabei conversando. De repente eu accordo no na república em que vivem e começamos (eu e uma garota) a cantar aquela música "o barquinho vai, a tradinha cai..."e, ainda cantando, abro a porta do armário, que possui um aquário com um único peixinho vermelho (na porta mesmo), e fico movendo meu dedo para que ele siga no rítimo da música... e ele segue. Continuo contente e outro integrante daquela república se junta a nós com o violão. A música muda algumas vezes e todos estão felizes no meio de uma imensa bagunça...
de repente estou na frente da entrada de um parque. vejo muito sangue espalhado pelo chão e sei que estive envolvida.. chego mais perto e percebo que duas mini-girafas estão no lugar onde o sangue foi jorrado (atrás de uns arbustos e perto de uma parede de tijolinhos). Sei que antes eram três. Penso no que dizer as pessoas para me livrar daquilo e me vem o nome "chupa-cabra" à cabeça, e, enquanto penso, tento decidir se foi mesmo eu ou se acredito na história que estou criando. Viro-me, então, para a direita e vejo um campo com várias árvores e um pequeno burrinho correndo entre elas. "foi ele" eu pensei. E por algum tempo eu fui o burrinho...
de repente tudo isso era para ser um filme. Eu andava com uma câmera e vivia situações estranhas para filmá-las. lembro que teve uma conversa longa da qual só filmei um pedaço, mas era extremamente surreal... no meio do processo eu já não me era mais. era como se tivesse morrido e só algumas pessoas podiam me ver e interagir comigo. Não era ruim, mas eu me sentia estranha... a imagem de um homem negro vestido de branco veio a minha cabeça e eu entendi... não estava fugindo e não estava presa, o problemava é que eu não estava pronta pra aceitar. O homem concordou comigo sem dizer nenhuma palavra, e eu aceitei lamentando apenas não ter filmado tudo!
acordo...

domingo, 13 de janeiro de 2008

um cochilo...

conversava com meu irmão... não era uma conversa tranquila: falávamos sobre a vida num tom de morte. Ele me dizia que não fazia sentido, que os amigos só atrapalham tudo e que o melhor a fazer é deixar a morte tomar conta.. ou a vida sair, depende do ponto de vista. Os meus argumentos para defender o contrário se baseavam no fato de que somos muito frágeis em alguns sentidos, e que, apesar das várias expêriencias de quase-morte que cada um já viveu, continuávamos vivos... quase como se fosse algo pronto, como se nós tivéssemos nossa data certa para morrer. Eu continuava, então, dizendo que se esse tempo nos é oferecido tanto o que fazemos nele quanto o momento de nossa morte devem fazer algum sentido. Mas acho que eu não conseguia trasmitir direito o que queria. Lembro que tentava conevncê-lo tão desesperadamente que me atrapalhava. O ponto de vista dele não mudou. Ele foi pegando alguns potinhos que continham algum líquido dentro e juntando-os formando uma seringa. Ele falou que começava a "hora da saudade", ou algo assim, e pude ler essas palavras no primeiro segmento da seringa... ele picou o braço...
Acordei com minha mãe batendo na porta do quarto. Vinha me chamar para irmos ao clube e sentou na minha cama, como fazia para me acordar antigamente, dizendo que havia sonhado comigo pequenina. Disse que eu pegava em seu rosto e falava "eu tô com muita saudade, mamãe".

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

sonhos de 7/01/2008

Meu irmão chegou fazendo uma algazarra no momento em que eu ia dormir. levei um susto enorme com ele mas acabei me juntado a ele e os amigos, até porque o meu quarto se transformou numa grande piscina com um deck onde ficamos conversando. Lembro que um dos papos era sobre homens pagando a conta, e como as meninas adoravam isso porque não gastavam dinheiro e os meninos não, porque ficavam sem nada rapidinho. lembro que comentei que eu adoro que não tem um acordo pré-estabelecido no meu caso, que prefiro dividir a conta na maioria das vezes e tudo o mais. Então, várias outras pessoas chegam e as conversas tomam outros rumos... lembro que uma amiga dizia coisas sobre o ex-namorado e que eu tive que tinha uma escada lá perto, separada da casa... algumas pessoas caíram na piscina, outras bebiam e uma determinada hora eu fui subir aquelas escadas, talvez procurando o banheiro, não lembro.

De repente eu passei por um corredor e cheguei num pequeno teatro, todo de madeira e bem descuidado, onde eu descobri que competiria, dentro de pouco tempo, com uma série de ginástica rítmica. eu não tinha nenhum aparelho ou música ou malha de competição comigo e fiquei levemente desesperada. encontrei algumas colegas que treinavam comigo (eram realmente as que treinavam comigo anos atrás quando eu ainda praticava esse esporte) e contei a situação, mas elas não podiam ajudar nem com a música, nem com a malha.. aí chegou um amigo meu e disse que ele tinha um jeito para que eu pudesse voltar atrás e arrumar tudo: eu precisaria ficar olhando para uma vela até entrar em um outro estado de consciência e fazer algumas coisas... saí então, procurando um lugar onde pudesse fazer isso. Lá fora parecia uma pousada decadente e cheguei numa pequena varandinha com o chão bastante comido por cupins, mas que era meio escondida, então fiquei alí tentando fazer o que meu amigo tinha falado. durante o processo alguém começou a cantar uns mantras estranhos que me pareciam meio satânicos no andar debaixo... acredito que isso tenha me distraído. Enquanto saía, descobri que era uma espécie de encantamento contra a insônia. Bom, voltei para o teatro para falar com aquele meu amigo, e ele resolveu me ajudar de um jeito meio bizarro, mas tava funcionando: ele disse "você não quer se queimar, não é?", e foi movendo a chama em direçao ao meu rosto, mais precisamente entre meus olhos, e, quando estava prestes a me machucar, eu entrava nesse outro estado onde tudo parecia menos real... meu corpo formigava e fiquei um tempo num lugar todo escuro. Logo eu estava de volta naquele teatro e ele me ajudava a levar adiante aquele rital/encantamento ou sei lá o que, com alguns objetos de prata que possuía. Lembro que tudo havia de ser numa ordem precisa e eu errei algumas vezes... havia um escudo, que parecia um terceiro olho e era usado como tal, uma lança, que foi usada para fazer alguns cortes nas minhas mãos e braços, uma conchinha tipo búzios, que tinha alguma relaçao com o escudo, e outras coisas que não foram utilizadas porque uma senhora de idade chegou atrapalhando tudo. Nós tínhamos medo dela e sabíamos que ela não podia ter visto aquilo... bom, ele escapou de alguma forma mas a senhora me tomou pelo braço e viu todos os cortes (alguns, inclusive, que eu nem tinha percebido antes) e, horrorizada, me levou para um lugar onde eu ficaria presa para pagar pelos meus atos. Saindo pela porta que fica na outra extremidade do teatro fomos parar em um lugar a céu aberto, uma espécie de instituiçao para jovens que tinha pinta de orfanato...
bom, ela me deu toalha e sabonete e fui tomar banho nuns chuveiros que vi lá perto, mas, enquanto eu pensava se seria uma boa escolha ficar pelada alí ou não, alguns amigos meus apareceram! foi ótimo vê-los!! sabia que me ajudariam a sair de lá, porém, logicamente, a Cruela velhinha apareceu e os meninos sumiram rapidinho. Ela me disse, então, que aqueles chuveiros eram masculinos e foi me levando para um prédio branco e baixinho, que ficava depois de uma descida por entre algumas árvores e arbustos. No caminho, ela tropeçou diversas vezes e a segurei para que não caísse... nessa ocasião a chamei de vó. Sua aparência não mudou nem nada, mas eu sabia, naquele momento, que ela era a minha avó.
acordei...
olho em volta...
fecho os olhos...
Agora eu era professora em uma escola qualquer. Uma de minhas alunas era a minha hostsister de quando fiz intercambio em 2004 e a outra era uma colombiana que tinha problemas com sua nacionalidade, porque foi criada quase como um clichê mexicano e vivia no Brasil. Era um amor de pessoa! mas enfim, a direção daquele lugar estava nas mãos de ditadores e, portanto, algumas coisas tinham que ser escondidas, camufladas, etc.. Teve um momento, no entanto, que não pude conter minha indignação e fui contra as autoridades, levando todos os outros a se manifastarem a meu favor. As crianças começaram a cantar aquela música do pink floyd "we don't need no education. we don't need no thought control..." andando pelos corredores, e eu encontrei uns dois colegas e começamos a correr por fora do prédio, que tinha um monte de oficinas de carro, como as comerciais da w3, procurando quem pudesse nos ajudar. em um determinado momento não houvíamos mais a música e ficamos com medo pelas crianças, mas chegando na outra extremidade vimos uma multidão que gritava em coro e vários policiais os detendo. Ficamos sabendo que já haviam ocorrido algumas mortes e o conflito não parecia ir bem, quando um policial sensibilizado por encontrar uma menina da mesma religião que sua (eles eram crentes) pediu em meio a lágrimas que seus colegas parassem. Eles pararam..
acordo...
o cheiro de querosene (para matar cupins) não me deixa voltar a dormir, então vou até a sala e me deito no sofá...
sonho mais...
em cidade pequena com uma amiga e minha namorada procurando um lugar..
numa competição nacional de ginastica rítimica com meu irmão fazendo comentários do meu lado...
com uma série de bola que inclui muita água...
com minhas avós aparecendo no coquetel da competição...


(a imagem é da série "cartografias" da artista Tatiana Parcero)