sexta-feira, 25 de abril de 2008

um choque e um sorriso

Eu estava na escola onde estudei desde o maternal até a sétima série, num pátio lotado de gente onde onde eu costumava brincar, e tinha minha câmera em mãos. Não lembro o motivo de tanta gente estar ali, mas sei que pelo visor da camera pude ver uma cena ao mesmo tempo bonita e chocante: um homem que se encontrava perto de uma escada, atrás da grade vermelha, tinha sua mão cortada de alguma forma. Ele estava a contra-luz e consegui capturar o momento do corte, embora tenha deixado o quadro um pouco aberto demais... Depois de ter conseguido a foto fui me tocar de que havia uma mão caída no chão e o público, que se concentrava todo do lado de cá da grade, vibrava com a dor daquele homem! Fiquei horrorizada. Gritava desesperada tentando fazer os outro entender o que estava acontecendo... mas sem nenhum sucesso. Nem sei descrever direito a angústia que sentia por ver a dor do homem que sofria sozinho do outro lado e a felicidade dos que estavam ao meu redor...


cochilo da tarde
Eu e minha namorada estavamos no apartamento do diretor de um filme que ela participou. A casa era uma bagunça sem tamanho, com direito a vários cachoros e crianças correndo pra todo lado e fazendo muito barulho. Não lembro porque entramos na casa, mas lembro que depois de ter saído e encontrado minha família do lado de fora (bem branco, clean, um contraste enorme com o interior do apartamento) escutamos uns gritos do lado de dentro, mas não eram gritos de medo ou de dor. A porta se abriu e vimos que era brincadeira das crianças, que agora dançavam com as canetinhas na mão, e havia um adulto nu com o corpo todo desenhado pelas crianças e que, apesar de ter rosto e corpo de homem, tinha uma vulva no lugar do pênis. Ele falou algumas coisas que não me lembro e fechou a porta. Agora estávamos eu, minha namorada e minha família (meus pais, minha avó e tia por parte de mãe, meu primos filhos dessa tia e meus irmãos), ou seja, tenso. Minha avó e minha tia não sabiam que eu estava com ela, mas os outros sim. Bem, houve alguma espécie de lanche onde todos os alimentos eram nojentos e não convencionais, tipo lesmas, parafusos com graxa, etc., e não lembro se comi. Quando estávamos saíndo o lugar se parecia com um aeroporto, e minha avó veio perto de mim e falou meio indiretamente que tinha sacado que estávamos juntas e que por ela era tudo bem! quase chorei ao ouvir isso! Ela também ficou bem emocionada e nos abraçamos forte. Depois, claro, fui contar pra minha namorada, que estava com uma blusa de frio quadriculada que ela usava muito no segundo grau, e quase esparramos pela quinquagésima vez! heheh A última cena que me lembro é da gente se olhando, sorrindo, de mãos dadas pelos dedos, enquanto minha família caminhava para algum lugar.
O céu estava lindo quando acordei...

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