terça-feira, 4 de março de 2008

sonho de 3 de março


O lugar se parecia com um shopping, mas era como uma cidade inteira subterrânea, com aquela iluminação super artificial de sempre. O conflito girava em torno de uma bolsa, que eu havia esquecido em algum lugar. Bom, esqueci uma boa parte desse sonho, mas duas cenas se mantiveram conservadas. Na primeira, eu estava em uma loja procurando a tal bolsa, ainda sem sucesso, e comecei a prestar atenção ao que passava na televisão que estava no balcão virada para os clientes. As imagens eram fortíssimas, meio chocantes até, como alguns quadrinhos underground... uma das imagens lembra um pouco a capa edição 8 da revista zupi e os traços do Lourenço Mutarelli. As cores principais eram vermelho, preto e branco, com roxo e azul aparecendo menos e bem pouco amarelo de vez em quando. A imagem era de um rapaz estranho no centro, meio flutuante, que ia se transformando de várias formas, mas sem mudar o sexo e sem perder a estranheza, até se encontrar numa cadeira de rodas daquelas com motor. Dentre os clientes que estavam assistindo essa animação havia um rapaz em cadeira de rodas que lembrava o outro em alguns aspectos... fiquei tentando adivinhar o que ele estaria pensando vendo aquele vídeo... No início achei que deviam tirar o vídeo, que ele não gostaria, mas me aproximando percebi que ele sorria ao ver alguém como ele na tv.

A outra cena se passa no andar de cima, rodeado por um muro branco e não muito alto que nos permitia ver as pessoas andando no andar de baixo. Eu andava ao lado da minha namorada e vi duas mulheres, já mais velhas, olhando para mim de um jeito estranho. Imediatamente perdi minhas forças e mal conseguia andar. Minha namorada continuou tranquilamente até depois daquelas senhoras e eu continuei tentando... me arrastei, tentei me levantar, caí diversas vezes, e elas continuavam paradas no mesmo lugar olhando para mim e sussurrando alguma coisa que eu não podia ouvir. Consegui, depois de muito esforço, alcançar minha namorada e andar normalmente. Comentei que perdi minha força, que a energia delas era horrível e que devia ter sugado a minha. Claro que ainda estava espantada com aquilo, e me perguntava se tinha sido por preconceito, implicação ou outro motivo. também me perguntava porque só eu tinha ficado daquele jeito...

domingo, 2 de março de 2008

sobre loucura, música e meu amor

Não lembro como essa história começou, mas sei que era noite e estava em uma praça com meu irmão e uma terceira pessoa e conversávamos sobre aquela situação um tanto tensa que vivíamos: queriam colocar-nos num hospício. Não estávamos bem e sabíamos disso... mas aquilo... aquilo era um pouco demais. O centro da praça possuía uma espécie de escultura, a qual nunca olhei diretamente, mas onde me apoiei enquanto fazia movimentos meio dançados durante a conversa, e só por isso sabia (ou sei agora) de sua existencia. Foi ao redor do canteiro dessa estátua que conversamos, principalmente, sobre nossas famílias... lembro de um prédio com várias janelas de vidro perto de onde estávamos, que provavelmente era o hospital. as pessoas que vinham perto de nós, dentre eles médicos e familiares selecionados, pareciam não perceber que podíamos ouvir o que diziam. Eu me sentia mal por isso... Minha mãe veio me dizer algumas coisas que não me lembro agora e, depois, já estava internada. Meu irmão não estava mais comigo. Eu ficava num quarto grande, mas tão lotado de camas e pessoas que só não parecia pequeno demais quando as pessoas sumiam... não sei o que iam fazer ou pra onde iam, mas passei um tempo bem dopada naquele lugar... e deprimida... e com alguma raiva guardada... tudo era meio azul acinzentado nesse quarto, até as pessoas.
bom, sei que conheci algumas delas e tudo, e que, em um determinado momento, muita gente começou a ir embora e alguém me falou que não estavam mais tomando conta da saída, que qualquer um podia sair. Coloquei a cabeça pra fora e vi um homem com uma blusa vermelha super entretido com sei-lá-o-quê que ele estava fazendo e pessoas simplesmente andando para fora! Como os outros, consegui sair. Em seguida, me encontrava perto de um restaurante, ou café, não tenho certeza, andando com um amigo ao meu lado que me dizia coisas sobre seu pai. Eu fazia uns movimentos estranhos quando saí, num sei se por conta do remédio, mas, em parte, eles me faziam acreditar mais na minha loucura (mesmo que uma parte de mim soubesse que eu não era e nem estava louca..). Bom, nos sentamos numa mesa super escondida, do lado de fora do café (?) e vimos o pai dele, que chegou já brigando feito um búfalo furioso, mas todo vestido num traje europeu do séc. XVIII! Esse meu amigo se tranformou em outros personagens masculinos algumas vezes, e acho que eu fui ele por um tempo também. Daquela briga só me lembro de falar: "eu estava lá dentro não estava?" me referindo ao hospital, e que o pai dele não o aceitava por algum motivo que não fazia sentido nem pra mim nem pro meu amigo....
Depois, minha mãe (que as vezes se transforma em minha professora de dança e amiga) vem me dizer que eu devia ter estudado música, que essa foi uma das coisas que eles erraram comigo, porque meu irmão sempre foi muito voltado pra música e bastante incentivado, mas que nós dois precisamos dela num nível muito profundo. Minha professora de dança (antes minha mãe), então, vem me falar que eu devia tocar algum instrumento de cordas ou sopro. Na próxima cena, eu estou na frente de uma escola de música pedindo para testar os instrumentos de sopro dos alunos que estão saíndo, vendo se eu consigo fazer som em algum deles, e já segurando um instrumento meu (parecido com um tropete). Consegui fazer som em alguns, mas teve um deles, um pouco maior (lembrava uma trompa), que era muito díficil! A dona dele era meio chatinha, mas como estava no telefone deixou eu tentar mais vezes, só que por mais que eu assoprasse nada acontecia! A embocadura começou a ficar com um gosto muito ruim, que me lembra dentista e eu achei melhor devolver logo. Ela ainda estava no celular...
acordo...




Estou num grande salão com várias outras pessoas que se hospedaram no mesmo hotel tendo uma aula de tango. Estavámos agrupados em pares e dançávamos algo que não sei descrever direito, mas posso dizer que não parecia muito com tango. Ao final da aula, a maioria das pessoas foi embora e eu fui falar com minha namorada. Acho que ela ficou com um pouco de ciúmes por eu estar dançando com outra mulher, mas não comentamos nada. Alguns amigos estavam por perto e conversamos um pouco antes de subir pro quarto. O hotel era enorme, com o teto bem alto e muitas janelas. Chegando no quarto ela parecia um pouco melhor. Nos beijamos.. eu disse algumas coisas pra ela, como o quanto ela era maravilhosa, e o quanto a amava. Ela sorriu como quem diz obrigada, disse que também me amava, e descemos para encontrar um amigo. A próxima coisa que eu lembro é que ela estava sentada debaixo da chuva, virada para a paisagem, num lugar bem alto e eu e nosso amigo estávamos olhando-a pela janela. Podia ver o caminho que havia percorrido para chegar lá e não lembro se a chamei ou se me preparava para ir até lá, mas sei que ela se virou para mim.. e eu acordei.



Estou subindo numa moto para pegar carona com alguém. Não sei pra onde vamos, mas a velocidade me deixa apreensiva e eu sei que não devo demonstrar, afinal todos ali estavam muito confortáveis com isso. Depois de um tempo, descemos por uma pilha de galhos de arvores, plantas mortas e lixo, e fomos parar numa praia linda, com um lago atrás. O estilo de todos é meio puxado para punk, misturado com uma coisa anos 80. De repente, estavamos num lugar fechado que funcionava meio que como uma escola de música bizarra e onde um dos companheiros de moto começou sua apresentação, sonora e visualmente muito esquisita, mas que cativou o professor que selecionava os alunos. Alguns ficaram meio invejosos com isso... acho que eu oscilava entre inveja, admiração e felicidade por ele..
acordo