
Havia uma rua de terra pela qual várias pessoas transitavam constantemente, indo e vindo de lugares que eu desconhecia, só exitindo pra mim enquanto estivessem no pedacinho da estrada que minha visão abarcava. No sonho eu não cheguei a pensar assim, mas agora parece que elas vinham e iam pro além enquanto eu ficava nesse lugar entre, num quase não-lugar...
enfim, houve um momento em que eu dançava com um leque enorme, vestida de preto e vermelho, sem público nem nada, só porque sim. Adorava aquele leque! Embora a minha dança fosse bem séria, quase no espírito da dança flamenca, eu me divertia bastante. Era noite enquanto eu dançava..
em outro momento, mais acima da estrada, eu e outras pessoas conversávamos com uma criança que queria comer muitos doces e levar uns brinquedos para a escola, enquanto os mais velhos mão queriam que ele comesse aqueles doces. Não era dia nem noite essa hora..
chegou, então, uma hora em que eu estava um pouco mais abaixo na estrada, sentada numa espécie de cerca de madeira que não cercava nada, conversando com um estrangeiro e meu irmão. Minha namorada chegou depois de um tempo, e ela e o estrangeiro, que agora já era um amigo, andaram comigo descendo a estrada. O número de pessoas transitando havia aumentado um pouco e acho que já era mais dia que noite. Minha namorada, que estava segurando um machado, perguntou se podia bater com ele em mim, e pediu que andasse na sua frente. Eu disse que isso ia me matar e ela falou algo como "é só um pouquinho.. eu quero muito!". Andei por pouco tempo na frente dela e imaginei duas formas dela me matar com aquele machado, infincando no meu crânio ou me decapitando, e decidi andar ao seu lado. Disse que não queria morrer. O estrangeiro tinha se tornado um amigo nosso que acabou entrando nessa discussão e liderou o caminho um pouco para fora da estrada, para a beira de um rio. Chegando lá ela me convenceu a fazer só um pequeno corte na minha cabeça com um facão meio enferrujado que ela carregava agora no lugar do machado e enquanto eu olhava para o lago ela me cortou. O corte doía, mas nao a ponto de eu manifestar alguma dor... e foi feito bem devagar, como se ela quisesse prolongar aquele momento ao máximo. Quando acabou eu estava com raiva dela... Nós três continuamos andando para o outro lado, cruzamos a estrada te terra e chegamos perto de um lugar que cultivava minhocas.. passamos pelo meio de uma horta meio estranha e descemos.. não sei pra onde íamos, mas acho que tinha água.
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