terça-feira, 29 de abril de 2008

sonho de 29/04

Havia uma princesa, ou rainha ou imperatriz de rosto e roupas asiáticas, chinesas eu chutaria, que resolveu passear disfarçada de uma pessoa comum. Claro que não estava só, tinha a companhia de dois de seus servos, um homem e uma mulher, que para esta ocasião a chamavam de algo como Twig. Sua roupa era vermelha e dourada, o cabelo negro puxado pra trás em um penteado não muito elaborado e parecia tão entusiasmada em conhecer as coisas, a realidade, que seus acompanhantes ficavam em pânico, afinal ela parecia não ter muita noção de perigo. Lembro de tê-la visto andando apressada por um lugar onde passava um trem, e era cheio de oficinas, fumaça e sujeira. Algumas vezes fui sua acompanhante, embora no geral visse tudo de fora, e fui repreendida por falar seu verdadeiro nome ou me preocupar demais.

Ela chegou a lugar fechado, um prédio que talvez fosse um teatro, mas não importa. Agora eu, como eu mesma, estava lá e participava dos acontecimentos estranhos que seguiram a chegada de twig. Não lembro o que aconteceu para que se chegasse nessa cena, mas havia uma corda pendurada lá no alto (o prédio tinha muitos andares, uma cor amarelada e era meio tortuoso, meio como os prédios de Gaudí) e ela tentava subir, com minha ajuda. Uma pequena multidão de juntou no térreo e eu tentava convencê-la de algo.. talvez de descer dali. Nesse trecho sei que fui ela por alguns momentos, embora no geral fosse eu mesma. Quando estávamos na altura da corda correspondente ao quarto ou quinto andar apareceu uma figura que não era muito amigável. Lembro que senti um pouco de medo daquele ser cujo rosto não ficava aparente e que, se me lembro bem, carregava um espelho em suas mãos. Essa figura queria algo com a imperatriz, e ficou insistindo para que ela olhasse para o espelho, até que a imperatriz pulou a mureta, juntando-se ao ser desconhecido. Fiz o mesmo e corri atrás dela, que sumia da minha vista com aquela figura estranha. Achei que corria perigo. Acordo ainda procurando-a.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

viagem ao oriente médio



Estou nas ruas de uma cidade que não conheço. Olho para todos os lado com aquela curiosisade típica dos viajantes e vejo as árvores, as ruas, as pessoas... tudo tão diferente! Alguns militares armados cirlculam na rua, e existe um quê de pós-guerra na arquitetura, mas isso não me deixa menos fascinada. Atravessando a rua vejo os muros meio descascados com pinturas fantásticas e bem críticas, bem como os desenhos de Marjane Satrapi (autora de persépolis). Por conta dessas pinturas chuto que estou em Tehran, já que essa artista é iraniana, embora antes achasse que era Bagdad.
No caminho me deparo com alguns policiais que perguntam para onde estava indo, porque andava sozinha e coisas do gênero. Tento me comunicar em inglês, mas claro, eles não falavam e nem gostavam de ingles, então tento um portunhol que supreendentemente funciona super bem! Enfim, expliquei que precisava comprar sabonete e pão e que procurava o lugar onde poderia encontrar esses produtos. Eles me indicaram o caminho e foram embora. Segui para onde apontaram e encontrei uma tenda que se destacava de todo o resto que eu havia visto, afinal, a cidade era toda meio amarela e aquele lugar era verde escuro com detalhes vermelhos. O moço que me atende já é bem velhinho e muito simpático; chegou com um baita sorrisão e me contou várias histórias de sua vida. Ele costumava vender artigos proibidos no país e ajudar jovens revolucionários, inclusive ficamos super tensos quando uns policiais apareceram fazendo perguntas. Nossa, o que ele tinha escondido seria suficiente para matarem toda sua familia! bom, eles foram embora sem nenhum problema, ele escondeu algumas coisas pra mim no pão (como um creme pra pele e outras coisas) e me vendeu também o sabonete que precisava. Saio novamente andando pela cidade e acabo me perdendo. Por um segundo tenho medo, mas resolvo não me importar. Ando um bocado, até ultrapassar alguns prédios e chegar num lugar onde posso ver o mar. O lugar é lindo, mas o que me chama mais a atenção é um grupo de jovens meio punks, dentre os quais haviam alguns casais gays, que se encontravam dentro d'água até a cintura, debaixo de um teto de concreto sobre colunas grossas e baixas (parecendo uma parada de ônibus grande). Fico impressionada de encontrar um grupo assim naquele país, e os admiro pela coragem e por não perderem sua identidade mesmo vivendo num lugar onde isso é considerado crime. Meu olhar acaba se fixando num casal de meninas abraçadas que se beijam quase tranquilamente. A de cabelo rosa, então, olha pra mim como quem diz "tá olhando o quê?", e me viro para olhar para outras coisas. Nesse momento eu penso na minha namorada. Sinto saudades, desejo que ela estivesse ali... aí eu olho para céu e sorrio pensando nela.
Continuo andando, curtindo o ar da cidade, e descubro que vai acontecer um show onde havia chegado. Sento-me na arquibancada e tenho uma pequena conversa comigo, só não me lembro sobre o que... bom, acabo me distraíndo com um grupo de mariachis que passa por ali. A música deles é boa, então desisto do show e os sigo, sem que me vejam, pelas pedras que encontram o mar. Passo por trás de um grande prédio, perto da água, e danço um pouco sozinha ali. O lugar é lindo! Muito arborizado, com o céu de fim de tarde maravilhosamente colorido e, ao que parece, a água cobrindo um pouco da cidade. Continuo indo atrás dos músicos, pelas pedras, e atravesso uma porta que leva a um jardim estranho, meio descuidado, com muito mato, muros em volta, mas a céu aberto. Não lembro o que pensava lá, mas sei que de repente uma senhora bem pirua chegou lá meio afobada e pouco tempo depois surge um homem vestido de fraque e cartola. Não lembro direito o que aconteceu nessa hora, que ela falou comigo e que havia algo sobre um anel... mas não sei bem o quê.
Acordo...



* Desenho da série Persépolis da artista Marjane Satrapi

Sonho de 24 de abril de 2008

Eu estava a caminho de um rio com meu primo e uma grande amiga, e, chegando no estacionamento de terra improvisado, percebemos que lá não haveria a tranquilidade que procurávamos, afinal, além de já estar cheio, não paravam de chagar mais pessoas. Resolvemos procurar outro lugar e, de repente, eu estava em uma cadeia de montanhas em um país diferente, acho que Tailândia, ou coisa assim, perto de um lago maravilhoso, onde pessoas de diferentes nacionalidades (indianos, turcos, chineses, etc.) nadavam ou velejavam com suas roupas e acessórios maravilhosos, o que dava um ar um tanto exótico ao lugar. O que via lembra um pouco uma cena do filme "amor além da vida" que se passa numa escadaria, perto de um lago... O vento fazia os longos e coloridos tecidos das roupas e de um barco ou outro dançarem lindamente. Eu estive em um barco por um tempo e também voei um pouco, mas acabei caindo na água. Estava maravilhada com tudo o que via (como não estar?). Minha mãe apareceu lá, e me lembro de perguntar a ela qual era mesmo o país em que estávamos e comentar de como era maravilhoso poder conhecer lugares assim.
Mergulhei, então, nas águas escuras e via novas maravilhas subaquáticas, incluindo uma cobra amarela que se contorcia, quase num balé, hipnotizando-me. Senti que o ar me faltava, mas sentia muita dificuldade em subir para a superfície. Ainda debaixo d'água, vi um peixe relativamente grande e meio feio ao mesmo tempo em que ouvia a voz da minha mãe dizendo que aquele era "um daqueles peixes de língua azul". Vi sua língua e levei um susto. Pensando agora, acho que ele lembrava um pouco aquele cachorro Chouchou... Bom, ainda não tinha conseguido subir definitivamente para a superfície e precisava respirar. Fui me apoiando nas pedras que estavam na minha frente e subindo meu corpo para a superfície, onde, a princípio, não consegui enxergar nada. Ouço a voz de outro primo meu e tento chamá-lo mas por outro nome, até que consigo, com algum esforço, lembrar seu verdadeiro nome e ele me guia para que eu consiga subir. Sinto texturas estranhas e, com sua ajuda, consigo subir mais um pouco e enxergar as coisas em que havia tocado: peixes, estrelas do mar e coisas gosmentas, além das pedras. Finalmente chego em solo firme e seco, onde algumas pessoas estão tentando montar suas barracas contra a força de um vento fortíssimo acabado de surgir.
Acordo...

um choque e um sorriso

Eu estava na escola onde estudei desde o maternal até a sétima série, num pátio lotado de gente onde onde eu costumava brincar, e tinha minha câmera em mãos. Não lembro o motivo de tanta gente estar ali, mas sei que pelo visor da camera pude ver uma cena ao mesmo tempo bonita e chocante: um homem que se encontrava perto de uma escada, atrás da grade vermelha, tinha sua mão cortada de alguma forma. Ele estava a contra-luz e consegui capturar o momento do corte, embora tenha deixado o quadro um pouco aberto demais... Depois de ter conseguido a foto fui me tocar de que havia uma mão caída no chão e o público, que se concentrava todo do lado de cá da grade, vibrava com a dor daquele homem! Fiquei horrorizada. Gritava desesperada tentando fazer os outro entender o que estava acontecendo... mas sem nenhum sucesso. Nem sei descrever direito a angústia que sentia por ver a dor do homem que sofria sozinho do outro lado e a felicidade dos que estavam ao meu redor...


cochilo da tarde
Eu e minha namorada estavamos no apartamento do diretor de um filme que ela participou. A casa era uma bagunça sem tamanho, com direito a vários cachoros e crianças correndo pra todo lado e fazendo muito barulho. Não lembro porque entramos na casa, mas lembro que depois de ter saído e encontrado minha família do lado de fora (bem branco, clean, um contraste enorme com o interior do apartamento) escutamos uns gritos do lado de dentro, mas não eram gritos de medo ou de dor. A porta se abriu e vimos que era brincadeira das crianças, que agora dançavam com as canetinhas na mão, e havia um adulto nu com o corpo todo desenhado pelas crianças e que, apesar de ter rosto e corpo de homem, tinha uma vulva no lugar do pênis. Ele falou algumas coisas que não me lembro e fechou a porta. Agora estávamos eu, minha namorada e minha família (meus pais, minha avó e tia por parte de mãe, meu primos filhos dessa tia e meus irmãos), ou seja, tenso. Minha avó e minha tia não sabiam que eu estava com ela, mas os outros sim. Bem, houve alguma espécie de lanche onde todos os alimentos eram nojentos e não convencionais, tipo lesmas, parafusos com graxa, etc., e não lembro se comi. Quando estávamos saíndo o lugar se parecia com um aeroporto, e minha avó veio perto de mim e falou meio indiretamente que tinha sacado que estávamos juntas e que por ela era tudo bem! quase chorei ao ouvir isso! Ela também ficou bem emocionada e nos abraçamos forte. Depois, claro, fui contar pra minha namorada, que estava com uma blusa de frio quadriculada que ela usava muito no segundo grau, e quase esparramos pela quinquagésima vez! heheh A última cena que me lembro é da gente se olhando, sorrindo, de mãos dadas pelos dedos, enquanto minha família caminhava para algum lugar.
O céu estava lindo quando acordei...