sábado, 15 de dezembro de 2007

sonhos de 15/12/2007

o primeiro que eu lembro é um tanto bizarro.
estavámos eu, meu irmão, minha namorada e mais alguém chegando numa casa grande numa rua cheia de casas bonitas, mas que ficava num bairro muito perigoso. tinham pessoas do lado de fora do portão, todas com roupas sujas meio rasgadas, já meio de olho nas nossas bolsas e tudo...
então meu pai apareceu com sua camionete antiga para buscar meu irmão e eu. tivemos que correr para que ninguém nos pegasse. já no carro, meu pai estava tendo dificuldade de sair da rua pois várias daquelas pessoas que nos perseguiram no caminho para o carro se amontoavam na rua para impedir a passagem. meu pai continuou indo... eu achei que chegando perto deles (estavam deitados) ele pararía o carro, mas não parou. eu gritei e vi alguns pedaços de coisas que não podia identificar sendo arremessadas pelo ar. depois de alguns grupos de pessoas eu vi, horrorizada, a quantidade de cadaveres que se espalhavam pela rua. saindo dela eu percebi que os espelhos estavam mal posicionados e agradeci por isso, afinal de outra forma eu teria visto todos os atropelamentos. eu acordo... tento lembrar porque não estou me sentindo bem. resolvo voltar a dormir para aliviar esse sonho...

eu estou perto de um bar e é quase noite. o lugar é bem agradável, nem sei explicar porque. tem uma árvore enorme perto das mesas vermelhas onde todos estão conversando (Não me lembro de ter visto bebidas... ) .Encontro uma amiga e a comprimento alegre. então, escuto de quem está ao lado: "não fala mais comigo não, e?". Era uma amiga que eu não via (vejo) há muito tempo, que logo me chamou para sentar ali com elas. estava tão feliz por encontrá-las! Iaci, minha namorada estava por perto e logo se juntou a nós. depois de um pouco de conversa jogada fora vi que uma mulher morena e meio gordinha na mesa da frente estava ficando com duas outras loiras e bem magrinhas. achei engraçado. comecei a olhar as pessoas a minha volta e percebi que vários casais de menias se beijavam apaixonadamente. claro que percebendo isso fiquei mais a vontade com minha namorada e em um determinado momento em que eu a beijava ela virou a pessoa do meu trabalho que eu menos gosto! levei um susto enorme e fui falar com Iaci que eu num tinha entendido nada, que de repente mudou para aquela pessoa e talz, aí ela falou que também aconteceu uma coisa estranha com ela, bem do nada, mas estava tudo certo agora.
depois disso fomos caminhar perto daquela árvore grande... não lembro o que conversávamos, mas sei que algumas flores, que eram tudo menos normais, começaram a cair. elas tinham um caule grosso e cheio d camadas, como uma espiga de milho verde só que mais comprida e um pouco mais fina, e caiam todos com a mesma parte virada para baixo, como se tivesse um ímã naquela ponta. enquanto a gente conversava as flores começaram a abrir, e mulheres apareciam por trás das pétalas que viraram uma saia enorme. Elas procuram pelo sol e discutiam entre si os melhores métodos para isso. Sim, a cena era bizarríssima, mas como é comum nos sonhos, parecia bem plausível.
continuamos andando e conversando sobre sua viagem para Nova Zelandia. Ela queria ficar um ano e seis meses lá. Eu não sabia o que fazer, não podia proibí-la, e sabia que não ia aguentar tudo isso longe dela. pensava em como ir visita-la e pensei mesmo em ir morar esse tempo lá também, mas não podia. bom, ela voltaria afinal... conversamos mais sobre a Nova Zelandia andando em direção ao portão vermelho onde uma amiga nossa estava.
eu acordo.
muito cedo..
deito novamente.

sonho um sonho mais longo, onde eu sou eu e um menino bem novo ao mesmo tempo. pela cidade e as roupas do menino, acredito que estavamos na Europa na década de 20. não lembro de muita coisa desse sonho, apenas das luzes noturnas na cidade chuvosa e de mim, o menino, correndo por uma praça, meio afobado meio com medo, e acabando atropelado por um daqueles automoveis antigos. Então eu constato, de fora da cena, que ele está morto.
eu acordo.

acabo voltando a dormir.. sonho um sonho cheio de detales; com momentos na faculdade; com um trabalho bem estranho (as vezes eu acho que era um hospital, as vezes uma loja de roupas), onde minha chefe era parecia minha ex-professora de desenho mas agia como aquela moça do filme o "Diabo veste Prada"; comigo andando sobre o telhado de um prédio numa noite linda; com um só pé de patins, o que me deixava bem desengonçada; com alguns amigos; com minha namorada não indo mais passar um ano e seis meses fora; com um carro enfiado em outro que estava estacionado; e com parafernálias mil.
enrolo mais na cama e sonho pequenos fragmentos de coisa até me levantar. mas levanto..

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

sobre extraterrestres e outras coisas




foi o segundo dia seguido em que sonhei com E.T.s... eu havia viajado com minha familia para um outro planeta. O lugar tinha mais água que qualquer coisa e nosso "quarto de hotel" era na verdade uma espécie de casinha flutuante, com dois quartos (que estavam uma baguça enorme, por sinal) e um banheiro no centro. Os quartos tinham enormes janela de vidro e uma porta que dava direto para a água. Lembro de termos comentado sobre como tínhamos sorte de poder conhecer um planeta diferente e como era bom quando viajávamos juntos! Num momento qualquer, resolvemos nadar perto de uma espaçonave branca e esférica que estava naufragada, mas que flutuava com mais ou menos um terço de sua lataria para fora da água. A água era bem cristalina, mas escura, por ser noite, embora podéssemos ver tudo muito bem, inclusive estrelas, planetas, poeira cósmica e tudo o mais! Bom, lembro que mergulhando conseguia ver perfeitamente a parte submersa da nave e as pessoas que estavam comigo (meu pai e meu irmão estavam lá com certeza, mas acho que havia mais alguém...), e começamos a pegar um pedaço bem pesado da nave, no formato e peso de um disco de chumbo, para conseguirmos chegar mais fundo (a água de lá era mais densa que a daqui...). Me afundei com o peso algumas vezes, até não conseguir mais subir para a superfície. Eu via meu pai e meu irmão por debaixo e tentava alcançar seus pés para me puxar. Depois de um tempo era como se a própria água estivesse me puxando para baixo, e, quando eu já estava bem sem ar, eles me ajudaram a subir. Tivemos que nos ajudar para não sermos sugados para baixo.
Não lembro como voltamos para o quarto flutuante, mas sei que um pequeno pier de madeira apareceu conectado a ele e vimos alguns seres estranhos dentro d'água. Ficamos como medo de cair na água, claro, mas um alienígena meio guia turistico que tinha algumas coisas em neon amarelo em sua roupa nos acalmou e ajudou a entrar num pequeno barco, também de madeira. Fomos, então, fazer um pequeno tour de barco onde pudemos ver seres vários planetas diferentes, a maioria meio humanóide, mas com texturas, cores de "pele" e outros detalhes diferentes. Segundo o guia os originais daquele planeta eram quase totalmente água (alguma coisa como 98%), e tinham algumas dificuldades por conta disso. Olhava, do barco, para todos os tipos de ser andando em terra firme quando acordei.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

sonho que me deu a resposta que eu queria

eu estava na ponte que permitia o acesso a uma casa toda de madeira rodeada por água. Lá dentro, eu podia ver algumas pessoas conhecidas, todas vestidas de preto, e alguns pássaros, também pretos, que apareciam de vez em quando... corvos, eu tinha certeza. O clima era um pouco pesado, então preferi ficar lá fora, sozinha, bem pertinho da água, que seguia até perder de vista. Depois de um tempo, para minha surpresa, vi minha namorada sair de dentro da água, toda linda. Mais parecia uma deusa para falar a verdade: seu vestido branco era tão surreal quanto bonito, sua beleza estava diferente, sua expressão dizia que ela sabia muito mais que todos naquela casa e nunca enconstava no chão de madeira em que eu me encontrava. Vê-la novamente me encheu de alegria! trocamos algumas palavras e, então, ela disse que deveria ir. Não queria que ela fosse, mas sabia que ela tinha razão. Eu falei mais algumas coisas numa tentiva de segurá-la um pouquinho mais comigo e ela me abraçou forte, ainda com os pés na água, e enquanto eu sentia todo aquele amor que eu não coseguia (e nunca consigo de fato) colocar em palavras, ela disse no meu ouvido: "isso aqui é que é real." e depois repetiu olhando para mim ainda no abraço: "o sentimento é real." e voltou para dentro d'água, e sumiu. Eu quiz que ela voltasse, mesmo sabendo que não ia acontecer. Eu chorei... vi a água, a casa, e só aí percebi que aquela ponte se ligava a outras casas ao longe. eu acordei.

domingo, 26 de agosto de 2007

"hello me, it's me again"


Algum tempo atrás, sonhei que andava pelo subsolo da escola onde estudei até os 14 anos e cheguei a um lugar que parecia um pequeno jardim de infância, com varios brinquedos, um parquinho e crianças brincando por todo o lado, mas, de todas as crianças, metade eram eu e a outra metade uma amiga minha. Eu não descobri isso assim que as vi, apenas fiquei impressionada e um pouco assustada com o fato de haver duas crianças repetidas vezes naquele local, e, então, fui procurar uma pessoa mais velha que pudesse me explicar aquilo. Alguma das menininhas me apontou uma mulher, que devia estar em seus 30 e poucos anos, e uma outra mais jovem, e, conversando com elas, descobri a identidade das menininhas e das mulheres, que também eram eu! Metade das meninas, loira, de cabelos longos e lisos (nada parecida comigo), era uma parte de mim que tinha inclusive nome próprio! Infelizmente não lembro o nome, mas sei que não era dos mais comuns. Era como se eu estive conversando semi-eus quase autônomos, mas que ao mesmo tempo não deixam de me ser. E eu percebia isso! Sabe quando tudo faz sentido? Foi assim que me senti. Era como se eu precisasse conhecer aquelas personalidades minhas para ser mais completa. Elas me explicaram coisas que eu não sabia... coisas de mim... eu, naquele espaço onde o tempo era retorcido e espiralado, estava completa. queria lembrar de tudo o que foi dito, mas não me lembro muito bem de dialogos, a não ser quando são bem curtos... bom, mas de
qualquer forma eu continuei meu caminho e cheguei onde pretendia a principio: uma peça, onde varios conhecidos meus incluindo familia, amigos, colegas, etc, atuavam em um palco com um cenário de barco grande. Eles eram péssimos atores, o cenário era péssimo, tava tudo bagunçado e depois de um tempo eu estava lá com eles. No meio daquele tosco espetáculo eu acordo.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

fragmentos de sonhos pré-apocalípticos

O psicodélico

Não me lembro o que desencadeou o processo, mas numa noite as coisas ficaram dramáticas. O fim de tudo estava implícito e a cidade, grande como Nova Iorque, estava em caos. Eu corria num mini-carro, procurando quem importava pra mim.
depois me vi em um prédio abandonado com alguns entes queridos. Lá fora os prédios desabavam a medida que colunas cilíndricas com espirais em preto e branco, quase como aqueles doces natalinos estadounidenses, se encontravam com outras transformando tudo em um bloco sólido. Meus sentimentos foram contraditórios: por um lado fazia sentido... eu entendia que tinha que ser daquele jeito, que era até bom que acabasse tudo, mas, por outro, não queria abandonar minha vida e tudo o que ela incluía... parecia um desperdício. A cena que via, misturando uma beleza peculiar com claustrofobia e solidao, reforçava essa contraditoriedade. Quando grande parte do que rodeava aquele lugar já havia se imcorporado a massa sólida, o predio em que estávamos finalmente começou a desbar. Descemos correndo, e consegui livrar minha prima de ser esmagada por uma parede que caía. Acordei enquanto tentávamos, inutilmente, manter-nos vivos.


Enchente e família

Ao saber da grande enchente que se aproximava corri com centenas de outras pessoas para um galpão enorme que ficava no subsolo. Sabiamos que não deixaríamos de morrer, mas não custava nada tentar. Fecharam a grande porta de madeira e, por um minuto, o lugar úmido e escuro ficou em silêncio. Depois cada um foi a procura de seus conhecidos, para trocarem as últimas palavras. Encontrei apenas meus avós paternos e meus pais, e torci para que meu irmão tivesse encontrado um lugar mais seguro. Quando fui falar com meus avós eles tinham descoberto que eu tinha uma namorada e disseram que eu não fazia mais parte da família. Fiquei inconfomada com isso. Se íamos todos morrer porque diabos implicar com isso?! Bom, minha única preocupação depois disso, agora em cadeira de rodas, foi encontrar minha namorada. A água começou a entrar e, depois de um tempo, a encontrei. Fomos para onde estavam meus pais, que a receberam bem. Fiquei tranquila... a água rompeu a porta e eu acordei.

terça-feira, 3 de julho de 2007

sonho de 2 de julho de 2007

Eu e uma pessoa aleatória estávamos na quadra da escola onde estudei do jardin de infância ao primeiro grau, ao lado de umas árvores bem grandes e algumas mesinhas vermelhas. Era noite, a quadra estava cheia de búfalos e, por algum outro motivo que eu não lembro, tinhamos que subir o mais alto possivel nas árvores. . A subida foi demorada e perigosa. Quase caí umas duas vezes e a outra pessoa quase caía o tempo todo. Mas finalmente chegamos ao topo... aliás, ao topo mesmo eu não cheguei, porque os galhos eram muito finos e, por mais que eu quisesse ver a vista lá de cima, fiquei com medo que quebrassem; mas a outra pessoa chegou e eu pedi que descesse logo pra não se machucar. Quando descíamos, encontrei uns besouros mortos e um galho que quebrou comigo, acelerando o processo. Não me machuquei nem nada, mas fiquei com medo dos búfalos, que eram do tamanho de cachoros grandes e tinham o chifre grosso e enrolado para trás. Um deles me lambeu e, assustada, corri pra cima das mesas. A pessoa que desceu da árvore, que era diferente da que subiu comigo, disse que eu não precisava me preocupar. Eu perguntei "mas e se eles vierem até nós?", e ela respondeu "deixa eles te lamberem...".

Mais tarde, sonhei outra vez sonhei que tinha um filho... Foi tudo meio doido... nada tão dramático como no último sonho, que eu quase deixei (não por vontade, claro) meu filho morrer de fome, mas felizmente deu tudo certo! bom, nesse, eu tive a criança fora da minha cidade. Fui a um médico que não era médico e ele me disse que provavelmente era menino. tratei ele como menino até sua pré-adolescencia, quando (logo que eu suspeitei) ela veio me dizer que estávamos enganados, que era menina. O tempo passou de forma esquisitíssima: era um bebê de colo quando fui levar-lo ao parque, mas chegando lá já sabia andar, chegando na quadra do mesmo parque já sabia falar, e ao final do jogo, que meus familiares estavam jogando, já era pré-adolescente. Meu pai não pareceu muito feliz com o fato e não demostrou muita afeição pela criança. Na verdade, ele ficou meio deprimido com o tempo. Desde o ínicio eu estava meio sozinha nisso... minha mãe me ajudou um pouco, mas logo era só eu. Quando eles jogavam, meu primo perguntou da minha namorada, e eu não sabia dizer... eu estava viajando esse tempo todo e ela em casa! saí correndo pela cidade (Garopaba) a procura dela e de minha filha, e descobri que já haviam se passado 23 anos!! Desorientada, entrei num carro, e comecei a dirigir sentada no banco do co-piloto (imagem recorrente). Na verdade eu não estava dirigindo no inicio... o carro simplismente ía! quando me dei conta de que precisava controlá-lo tentei dirigir de onde estava por um tempo e, quando vi que não dava muito certo, passei para o banco do motorista. Foi aí que minha namorada apareceu do meu lado. Perguntei-lhe como íam as coisas e ela não deu nenhuma resposta concreta... parecia confusa. Perguntei, então, se ainda estávamos juntas e ela respondeu: "Não sei". Me senti tão mal por isso... mas achava justo, afinal eu tinha passado esse tempo todo fora. Ela me ajudou a procurar minha (nossa?) filha, mas acordei sem encontrá-la.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

sonho de marte


No dia em que Marte mais se aproximou da Terra, eu e uma amiga viemos para minha casa e nos preparamos para assistir o fenomeno, mas infelizmente estava tudo nublado e acabou que a gente ficou conversando um tempo, e depois fomos dormir.
De repente eu acordo no meu quarto, com minha amiga dormindo na bicama, e resolvo abrir a janela pra olhar o céu. Não está mais nublado e eu vejo uma enorme bola vermelha pairando sobre o jardin de casa. não consigo descrever tudo o que se passou então, mas ouveram fusões de estrelas, explosões e poeira cósmica! Esse espetáculo de luzes, cores e formas aconteceu tão perto dos meus olhos que em alguns momentos eu achei que podia alcançar tudo! E Marte lá, brilhando como nunca, com um vermelho denso, lindo.. depois do show, vi um disco voador bem pequenininho e um marciano com pinta de líder apareceu debaixo da minha janela! ele parecia com os ETs tradicionais: era verde, meio enrugado, com uns braços pequenininhos, mas parecia muito simpático! Não tocava o solo; ficava numa espécie de mini-nave que flutuava perto do chão. Sua tentativa de comunicação não foi lá muito bem-sucedida, mas consegui chamar meus pais e meu irmão - a minha amiga não acordou - e pegar a câmera fotográfica para registrar o grande evento. Acho que meu pai até conseguiu trocar uma idéia com o senhor marciano (hehehe), mas infelizmente a bateria da camera acabou antes que eu conseguisse fotografar, e ele foi embora. voltei, então, para minha janela e vi o sol nascendo. Enquanto eu, meus pais e meu irmão admirávamos a cena, um pássaro enorme, com corpo de mulher e asas de tecido bastante colorido, voava sobre os telhados das casas pintados pela luz alaranjada do amanhecer. Procurei outra câmera e cheguei a enquandrar o que queria, fotometrar e tudo o mais, mas quando fui tirar a foto... não tinha filme. Ponho a câmera de lado e percorro, com os olhos, toda a trajetória do passaro até desaparecer no céu.
De repente eu acordo no meu quarto, com minha amiga dormindo na bicama, e resolvo abrir a janela pra olhar o céu. Tudo nublado... volto a me deitar com um sorriso bobo no rosto e grata por ter visto tudo aquilo!

sexta-feira, 18 de maio de 2007

perseguição

Hoje voltei a sonhar com perseguições. Fazia tempo que esses sonhos tinham parado... Não sei bem o que querem dizer, mas de qualquer forma alguma coisa mudou... Eu costumava acordar enquanto ainda estava sendo perseguida ou despistava o perseguidor de alguma forma, mas dessa vez ele que “desistiu”. Só que desistiu com uma expressão do tipo "eu voltarei", bem como os típicos vilões de cinema. O que me lembro do sonho foi que em algum momento eu tive que conversar com certo homem por conta de uma pesquisa, entrevista ou coisa assim. Então fui até seu apartamento procura-lo, e assim que entrei, depois de ficar algum tempo esperando na porta, notei que não era boa pessoa. Ele tinha um olhar meio psicótico que me deu medo, e assim que notei que algo estava errado quis sair, mas ele não deixou. Queria me estuprar. Assim começou a perseguição e continuou até o ponto em que eu esqueci por que fugia, só sabia que devia continuar... lembro-me que corri por vários lugares, inclusive um prédio que parecia um hospital ou uma escola, e que não estive sempre sozinha. Durante a fuga, uma pessoa que foi Iací em alguns momentos, uma amiga de infância em outros e que, se não me engano, chegou a ser minha prima também, se juntou a mim, embora nenhuma das outras pessoas se preocupasse em ajudar. No momento em que saía desse prédio estava sozinha e ao atravessar a rua vi passando por mim um carro com esse homem, no qual minha psicóloga também se encontrava. Seu rosto, no momento em que me viu adquiriu um ar de triunfo, com aquele sorrisinho de “eu voltarei” dos vilões. O carro foi e me deixou morrendo de raiva, tanto do fato, quanto da minha psicóloga, que não percebeu o acontecia. Continuei andando até a tenta de circo do outro lado da rua onde tinham várias mesas e pessoas comendo, e me sentei pensando no que tinha acontecido. Foi então que um menino de uns 8 anos me abraçou.. não lembro o que ele disse, mas fez com que eu me sentisse melhor. Riu de mim quando ia embora encorajando todos os outros a fazê-lo, mas não me importei com os risos... nem com nada.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

sonho da infância




Tive esse sonho quando tinha menos de 8 anos, na noite em que assisti Edward Mãos de Tesoura pela primeira vez! (acho que foi nesse momento que Tim Burton entrou na minha vida!)
Bom, a parte que eu lembro do sonho começa na casa da minha avó, onde toda a minha família por parte de mãe estava reunida. Lá, a minha prima tinha me mostrado seu bonequinho, um snoopy desmontável de uns 7 centímetros, daqueles com chapéu que vinham em lembrancinhas de aniversário, e que eu tinha fora do sonho (tenho, inclusive, guardado até hoje por conta desse sonho... sem o chapéu). O legal do boneco não era ele em si, mas o que ele fazia: quando alguém tirava seu chapéu qualquer desejo dessa pessoa seria realizado. Lembro-me que minha tia disse muito seriamente: “quando estiver com ele tome muito cuidado com o que desejar.” Ouvi o conselho e voltei a brincar com minha prima desejando coisas bobas até que na minha vez perdemos o tal do chapéu. Procuramos em todo lugar e não encontramos, então o boneco ficou comigo.
Chegamos em casa e fomos dormir. Depois de um tempo tentando fui para a cama de meus pais, como realmente fazia na época, e tentei novamente dormir. Ao invés de uma parede branca sem nada pendurado, como era de fato, eu via uma janela bem simples, como um buraco em forma de arco na parede que tinha vista para um castelo (o mesmo do filme) e três casinhas penduradas ao lado da janela. Primeiro lembro de ter ficado com medo do castelo, mas resolvi que não tinha nada demais no castelo e não devia ter medo. Como não conseguia dormir continuei pensando nele, e logo morria de curiosidade para saber como era por dentro. Foi aí que resolvi pular a janela e ir até lá.
Depois disso lembro de guardas vestidos de vermelho me perseguindo lá dentro e de ter escorregado na banheira do rei enquanto fugia. Quando finalmente consegui sair, ilesa, dei num parquinho onde várias crianças brincavam. Mas não estavam exatamente felizes. Era como se estivessem presas lá, condenadas a brincar para sempre, e alguém que não era criança me disse que eu deveria fugir, ou acabaria como elas. Na próxima cena eu estava em uma grande rampa branca, com o piso bem lustrado e escorregadio. Tive que desejar que meus sapatos não escorregassem para conseguir subir. No meio do caminho encontrei minha mãe, que tava com bastante dificuldade para subir também. Eu desejei que ela pudesse subir também, mas só depois de vê-la se esforçando por algum tempo. Esse momento foi o mais difícil... eu desejava coisas que sabia que não devia desejar, e só depois de uma luta de pensamentos consegui optar pelas coisas “certas”. No meio da rampa encontramos um homem careca e meio chato. Num sabia se minha mãe queria conversar com ele então fiquei um tempo esperando. Quando percebi que ela queria ir embora também desejei que ele não conseguisse subir e nós sim, então ele ficou para trás. Depois ela falou que aquele era um ex-namorado dela que ela não suportava! Bom, chegando no final da rampa pude ver uma mesa bem grande com um pano azul por cima onde toda a família comeria junta. Minha avó paterna e a moça que trabalhava na casa dela, a quem eu e meu irmão adorávamos, eram as únicas que já tinham chegado. Fui andando em direção à mesa, que tinha na ponta esquerda uma toalha de cor branca onde estavam todos os pratos. A moça que trabalhava na casa da minha avó, então, puxou essa toalha fazendo todos os pratos voarem. Eu acordei quando eles estavam no ar, e achei a imagem linda!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

introdução e sonho de 14/05/2007

Hoje de manhã quando acordei sentia ainda úmidos meus últimos trechos de sonho e pensei em registrá-los aqui. Escolhi, no entanto, esperar até a noite, já que naquela hora preferi me arrumar para o tai chi. Mas parece que a secura de Brasília é tanta que afeta essa terra também... Meu esforço para mantê-los guardados funcionou, mas sinto que perdi muito deles.
Parece que de manhã, logo depois de acordar, os sonhos se escondem pelos cantos misturando realidades, e deixamos que escapem por não saber como segurar-los direito.
acho que eu aprendi melhor que várias pessoas a apanhar os meus sonhos depois que acordo e acho que vivo mais por isso. Não é que eu tenha um talento diferente, não. O que eu tenho é paixão pelos sonhos. Até os bizarros, os medonhos, os bobos... Sou uma sonhadora apaixonada!
Adoro dividir eles com os outros também. Tenho uma certa dó de não poder passar exatamente como foram, afinal são tão extraordinários que cada um daria material para uma vida de arte!
Por isso resolvi criar esse espaço: ao mesmo tempo em que anoto os meus sonhos para que durem mais, divido com aqueles que quiserem ler!

Bom, o sonho da noite passada começou levemente cotidiano para depois tornar-se mais surreal...

a primeira cena que lembro envolve minha namorada, que vou chamar de Iací, por um motivo que ela entenderia, e um menino pela qual já fui apaixonada, que chamarei de João (aleatório). O João tinha vindo da cidade dele sem eu saber e estava no meu quarto, assim como ela. Eu acho que tinha acordado há pouco tempo e conversava com eles, sendo que ele demonstrava certa intimidade, falava coisas pra me agradar e estava sempre sorrindo. Eu conversava animada enquanto ela ficou um pouco silenciosa. Daí cortou para uma cena onde estávamos nós 3 mais alguns amigos meus em um bar e pensávamos no que fazer naquela noite, assunto que já tinha aparecido no quarto. As opções eram um grupo de coco e um trance e parece que os dois estavam caros.
Lá, Iací falou o quanto estava incomodada com a presença de João e com o jeito como eu conversava com ele. Eu explico que tinha saudade, mas que nada mais aconteceria entre nós, e que eu a amava demais. Acho que ela acredita, mas continua um pouco enciumada. o engraçado aqui é que eu não consegui me espressar como queria.. queria que ela entendesse o quão menor esse "te amo demais" parecia perto do meu sentimento real por ela..
A cidade não era mais Brasília. Parecia mais Pirinópolis ou uma dessas cidadezinhas bem coloridas. Uma amiga minha falou que a banda de coco não tava muito legal, que tinha virado moda e agora estava cara demais.

Estou numa canoa com uma mulher mais velha. As águas são bem verdes, cristalinas. Não olho para o céu, mas me parece estar nublado. Conversamos não lembro do quê. A canoa encalha num ponto com várias arvores em volta. Seguramos a canoa, agora uma miniatura, em nossas mãos e vamos ver o que está errado. Várias tábuas faltando... a senhora agora é minha avó. Andamos por dentro da água com dificuldade e depois nos seguramos para a correnteza não levar. Impressiono-me com as algas... lindas! O verde e o movimento são hipinotizantes. Alguém reclama ou pergunta por que estamos ali. Era um homem estranho, não me agrada. Com ele aparecem bichos amarelos e gosmentos pelos lugares e que não param de crescer. Saímos correndo do rio. Já não é mais minha avó. Corremos por cima das pedras num cenário familiar. (Acho que apareceu em outro sonho) o foco vai para alguns dos bichos que ainda estavam pequenos. Zoom out.. Encontram-se numa espécie de aquário, onde estão sendo estudados por aquele homem, agora vestido de médico e num hospital. É o inicio daquela bagunça dos bichos amarelos. O foco vai para as pessoas do que estão lá dentro, esperando para serem atendidas, e, depois, para uma mulher que está na janela, vestida de afegã, se não me engano. Ela chora em silêncio e tem o olhar distante. Algo nela além do choro prende minha atenção. Um homem começa a andar em sua direção e puxa conversa com ela. Os dois se vestem de azul. Ela mal responde e ele a pega com força pelo pulso, prendendo-a a janela com os braços acima da cabeça. Ela debate, grita, mas ele é muito rápido. Corre, e explode uma bomba pelo lado de fora que faz com que os vidros voem em estilhaços para dentro do prédio, mas apenas a moça afegã é atingida. Todos os outros corremos para fora desesperadamente.

Eu acordo