terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Era noite... eu estava andando de bicicleta num estacionamento dentro dos domínios da UnB e encotrei outros ciclistas noturnos com os quais acabei conversando. De repente eu accordo no na república em que vivem e começamos (eu e uma garota) a cantar aquela música "o barquinho vai, a tradinha cai..."e, ainda cantando, abro a porta do armário, que possui um aquário com um único peixinho vermelho (na porta mesmo), e fico movendo meu dedo para que ele siga no rítimo da música... e ele segue. Continuo contente e outro integrante daquela república se junta a nós com o violão. A música muda algumas vezes e todos estão felizes no meio de uma imensa bagunça...
de repente estou na frente da entrada de um parque. vejo muito sangue espalhado pelo chão e sei que estive envolvida.. chego mais perto e percebo que duas mini-girafas estão no lugar onde o sangue foi jorrado (atrás de uns arbustos e perto de uma parede de tijolinhos). Sei que antes eram três. Penso no que dizer as pessoas para me livrar daquilo e me vem o nome "chupa-cabra" à cabeça, e, enquanto penso, tento decidir se foi mesmo eu ou se acredito na história que estou criando. Viro-me, então, para a direita e vejo um campo com várias árvores e um pequeno burrinho correndo entre elas. "foi ele" eu pensei. E por algum tempo eu fui o burrinho...
de repente tudo isso era para ser um filme. Eu andava com uma câmera e vivia situações estranhas para filmá-las. lembro que teve uma conversa longa da qual só filmei um pedaço, mas era extremamente surreal... no meio do processo eu já não me era mais. era como se tivesse morrido e só algumas pessoas podiam me ver e interagir comigo. Não era ruim, mas eu me sentia estranha... a imagem de um homem negro vestido de branco veio a minha cabeça e eu entendi... não estava fugindo e não estava presa, o problemava é que eu não estava pronta pra aceitar. O homem concordou comigo sem dizer nenhuma palavra, e eu aceitei lamentando apenas não ter filmado tudo!
acordo...

domingo, 13 de janeiro de 2008

um cochilo...

conversava com meu irmão... não era uma conversa tranquila: falávamos sobre a vida num tom de morte. Ele me dizia que não fazia sentido, que os amigos só atrapalham tudo e que o melhor a fazer é deixar a morte tomar conta.. ou a vida sair, depende do ponto de vista. Os meus argumentos para defender o contrário se baseavam no fato de que somos muito frágeis em alguns sentidos, e que, apesar das várias expêriencias de quase-morte que cada um já viveu, continuávamos vivos... quase como se fosse algo pronto, como se nós tivéssemos nossa data certa para morrer. Eu continuava, então, dizendo que se esse tempo nos é oferecido tanto o que fazemos nele quanto o momento de nossa morte devem fazer algum sentido. Mas acho que eu não conseguia trasmitir direito o que queria. Lembro que tentava conevncê-lo tão desesperadamente que me atrapalhava. O ponto de vista dele não mudou. Ele foi pegando alguns potinhos que continham algum líquido dentro e juntando-os formando uma seringa. Ele falou que começava a "hora da saudade", ou algo assim, e pude ler essas palavras no primeiro segmento da seringa... ele picou o braço...
Acordei com minha mãe batendo na porta do quarto. Vinha me chamar para irmos ao clube e sentou na minha cama, como fazia para me acordar antigamente, dizendo que havia sonhado comigo pequenina. Disse que eu pegava em seu rosto e falava "eu tô com muita saudade, mamãe".

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

sonhos de 7/01/2008

Meu irmão chegou fazendo uma algazarra no momento em que eu ia dormir. levei um susto enorme com ele mas acabei me juntado a ele e os amigos, até porque o meu quarto se transformou numa grande piscina com um deck onde ficamos conversando. Lembro que um dos papos era sobre homens pagando a conta, e como as meninas adoravam isso porque não gastavam dinheiro e os meninos não, porque ficavam sem nada rapidinho. lembro que comentei que eu adoro que não tem um acordo pré-estabelecido no meu caso, que prefiro dividir a conta na maioria das vezes e tudo o mais. Então, várias outras pessoas chegam e as conversas tomam outros rumos... lembro que uma amiga dizia coisas sobre o ex-namorado e que eu tive que tinha uma escada lá perto, separada da casa... algumas pessoas caíram na piscina, outras bebiam e uma determinada hora eu fui subir aquelas escadas, talvez procurando o banheiro, não lembro.

De repente eu passei por um corredor e cheguei num pequeno teatro, todo de madeira e bem descuidado, onde eu descobri que competiria, dentro de pouco tempo, com uma série de ginástica rítmica. eu não tinha nenhum aparelho ou música ou malha de competição comigo e fiquei levemente desesperada. encontrei algumas colegas que treinavam comigo (eram realmente as que treinavam comigo anos atrás quando eu ainda praticava esse esporte) e contei a situação, mas elas não podiam ajudar nem com a música, nem com a malha.. aí chegou um amigo meu e disse que ele tinha um jeito para que eu pudesse voltar atrás e arrumar tudo: eu precisaria ficar olhando para uma vela até entrar em um outro estado de consciência e fazer algumas coisas... saí então, procurando um lugar onde pudesse fazer isso. Lá fora parecia uma pousada decadente e cheguei numa pequena varandinha com o chão bastante comido por cupins, mas que era meio escondida, então fiquei alí tentando fazer o que meu amigo tinha falado. durante o processo alguém começou a cantar uns mantras estranhos que me pareciam meio satânicos no andar debaixo... acredito que isso tenha me distraído. Enquanto saía, descobri que era uma espécie de encantamento contra a insônia. Bom, voltei para o teatro para falar com aquele meu amigo, e ele resolveu me ajudar de um jeito meio bizarro, mas tava funcionando: ele disse "você não quer se queimar, não é?", e foi movendo a chama em direçao ao meu rosto, mais precisamente entre meus olhos, e, quando estava prestes a me machucar, eu entrava nesse outro estado onde tudo parecia menos real... meu corpo formigava e fiquei um tempo num lugar todo escuro. Logo eu estava de volta naquele teatro e ele me ajudava a levar adiante aquele rital/encantamento ou sei lá o que, com alguns objetos de prata que possuía. Lembro que tudo havia de ser numa ordem precisa e eu errei algumas vezes... havia um escudo, que parecia um terceiro olho e era usado como tal, uma lança, que foi usada para fazer alguns cortes nas minhas mãos e braços, uma conchinha tipo búzios, que tinha alguma relaçao com o escudo, e outras coisas que não foram utilizadas porque uma senhora de idade chegou atrapalhando tudo. Nós tínhamos medo dela e sabíamos que ela não podia ter visto aquilo... bom, ele escapou de alguma forma mas a senhora me tomou pelo braço e viu todos os cortes (alguns, inclusive, que eu nem tinha percebido antes) e, horrorizada, me levou para um lugar onde eu ficaria presa para pagar pelos meus atos. Saindo pela porta que fica na outra extremidade do teatro fomos parar em um lugar a céu aberto, uma espécie de instituiçao para jovens que tinha pinta de orfanato...
bom, ela me deu toalha e sabonete e fui tomar banho nuns chuveiros que vi lá perto, mas, enquanto eu pensava se seria uma boa escolha ficar pelada alí ou não, alguns amigos meus apareceram! foi ótimo vê-los!! sabia que me ajudariam a sair de lá, porém, logicamente, a Cruela velhinha apareceu e os meninos sumiram rapidinho. Ela me disse, então, que aqueles chuveiros eram masculinos e foi me levando para um prédio branco e baixinho, que ficava depois de uma descida por entre algumas árvores e arbustos. No caminho, ela tropeçou diversas vezes e a segurei para que não caísse... nessa ocasião a chamei de vó. Sua aparência não mudou nem nada, mas eu sabia, naquele momento, que ela era a minha avó.
acordei...
olho em volta...
fecho os olhos...
Agora eu era professora em uma escola qualquer. Uma de minhas alunas era a minha hostsister de quando fiz intercambio em 2004 e a outra era uma colombiana que tinha problemas com sua nacionalidade, porque foi criada quase como um clichê mexicano e vivia no Brasil. Era um amor de pessoa! mas enfim, a direção daquele lugar estava nas mãos de ditadores e, portanto, algumas coisas tinham que ser escondidas, camufladas, etc.. Teve um momento, no entanto, que não pude conter minha indignação e fui contra as autoridades, levando todos os outros a se manifastarem a meu favor. As crianças começaram a cantar aquela música do pink floyd "we don't need no education. we don't need no thought control..." andando pelos corredores, e eu encontrei uns dois colegas e começamos a correr por fora do prédio, que tinha um monte de oficinas de carro, como as comerciais da w3, procurando quem pudesse nos ajudar. em um determinado momento não houvíamos mais a música e ficamos com medo pelas crianças, mas chegando na outra extremidade vimos uma multidão que gritava em coro e vários policiais os detendo. Ficamos sabendo que já haviam ocorrido algumas mortes e o conflito não parecia ir bem, quando um policial sensibilizado por encontrar uma menina da mesma religião que sua (eles eram crentes) pediu em meio a lágrimas que seus colegas parassem. Eles pararam..
acordo...
o cheiro de querosene (para matar cupins) não me deixa voltar a dormir, então vou até a sala e me deito no sofá...
sonho mais...
em cidade pequena com uma amiga e minha namorada procurando um lugar..
numa competição nacional de ginastica rítimica com meu irmão fazendo comentários do meu lado...
com uma série de bola que inclui muita água...
com minhas avós aparecendo no coquetel da competição...


(a imagem é da série "cartografias" da artista Tatiana Parcero)