sexta-feira, 27 de julho de 2007

fragmentos de sonhos pré-apocalípticos

O psicodélico

Não me lembro o que desencadeou o processo, mas numa noite as coisas ficaram dramáticas. O fim de tudo estava implícito e a cidade, grande como Nova Iorque, estava em caos. Eu corria num mini-carro, procurando quem importava pra mim.
depois me vi em um prédio abandonado com alguns entes queridos. Lá fora os prédios desabavam a medida que colunas cilíndricas com espirais em preto e branco, quase como aqueles doces natalinos estadounidenses, se encontravam com outras transformando tudo em um bloco sólido. Meus sentimentos foram contraditórios: por um lado fazia sentido... eu entendia que tinha que ser daquele jeito, que era até bom que acabasse tudo, mas, por outro, não queria abandonar minha vida e tudo o que ela incluía... parecia um desperdício. A cena que via, misturando uma beleza peculiar com claustrofobia e solidao, reforçava essa contraditoriedade. Quando grande parte do que rodeava aquele lugar já havia se imcorporado a massa sólida, o predio em que estávamos finalmente começou a desbar. Descemos correndo, e consegui livrar minha prima de ser esmagada por uma parede que caía. Acordei enquanto tentávamos, inutilmente, manter-nos vivos.


Enchente e família

Ao saber da grande enchente que se aproximava corri com centenas de outras pessoas para um galpão enorme que ficava no subsolo. Sabiamos que não deixaríamos de morrer, mas não custava nada tentar. Fecharam a grande porta de madeira e, por um minuto, o lugar úmido e escuro ficou em silêncio. Depois cada um foi a procura de seus conhecidos, para trocarem as últimas palavras. Encontrei apenas meus avós paternos e meus pais, e torci para que meu irmão tivesse encontrado um lugar mais seguro. Quando fui falar com meus avós eles tinham descoberto que eu tinha uma namorada e disseram que eu não fazia mais parte da família. Fiquei inconfomada com isso. Se íamos todos morrer porque diabos implicar com isso?! Bom, minha única preocupação depois disso, agora em cadeira de rodas, foi encontrar minha namorada. A água começou a entrar e, depois de um tempo, a encontrei. Fomos para onde estavam meus pais, que a receberam bem. Fiquei tranquila... a água rompeu a porta e eu acordei.

terça-feira, 3 de julho de 2007

sonho de 2 de julho de 2007

Eu e uma pessoa aleatória estávamos na quadra da escola onde estudei do jardin de infância ao primeiro grau, ao lado de umas árvores bem grandes e algumas mesinhas vermelhas. Era noite, a quadra estava cheia de búfalos e, por algum outro motivo que eu não lembro, tinhamos que subir o mais alto possivel nas árvores. . A subida foi demorada e perigosa. Quase caí umas duas vezes e a outra pessoa quase caía o tempo todo. Mas finalmente chegamos ao topo... aliás, ao topo mesmo eu não cheguei, porque os galhos eram muito finos e, por mais que eu quisesse ver a vista lá de cima, fiquei com medo que quebrassem; mas a outra pessoa chegou e eu pedi que descesse logo pra não se machucar. Quando descíamos, encontrei uns besouros mortos e um galho que quebrou comigo, acelerando o processo. Não me machuquei nem nada, mas fiquei com medo dos búfalos, que eram do tamanho de cachoros grandes e tinham o chifre grosso e enrolado para trás. Um deles me lambeu e, assustada, corri pra cima das mesas. A pessoa que desceu da árvore, que era diferente da que subiu comigo, disse que eu não precisava me preocupar. Eu perguntei "mas e se eles vierem até nós?", e ela respondeu "deixa eles te lamberem...".

Mais tarde, sonhei outra vez sonhei que tinha um filho... Foi tudo meio doido... nada tão dramático como no último sonho, que eu quase deixei (não por vontade, claro) meu filho morrer de fome, mas felizmente deu tudo certo! bom, nesse, eu tive a criança fora da minha cidade. Fui a um médico que não era médico e ele me disse que provavelmente era menino. tratei ele como menino até sua pré-adolescencia, quando (logo que eu suspeitei) ela veio me dizer que estávamos enganados, que era menina. O tempo passou de forma esquisitíssima: era um bebê de colo quando fui levar-lo ao parque, mas chegando lá já sabia andar, chegando na quadra do mesmo parque já sabia falar, e ao final do jogo, que meus familiares estavam jogando, já era pré-adolescente. Meu pai não pareceu muito feliz com o fato e não demostrou muita afeição pela criança. Na verdade, ele ficou meio deprimido com o tempo. Desde o ínicio eu estava meio sozinha nisso... minha mãe me ajudou um pouco, mas logo era só eu. Quando eles jogavam, meu primo perguntou da minha namorada, e eu não sabia dizer... eu estava viajando esse tempo todo e ela em casa! saí correndo pela cidade (Garopaba) a procura dela e de minha filha, e descobri que já haviam se passado 23 anos!! Desorientada, entrei num carro, e comecei a dirigir sentada no banco do co-piloto (imagem recorrente). Na verdade eu não estava dirigindo no inicio... o carro simplismente ía! quando me dei conta de que precisava controlá-lo tentei dirigir de onde estava por um tempo e, quando vi que não dava muito certo, passei para o banco do motorista. Foi aí que minha namorada apareceu do meu lado. Perguntei-lhe como íam as coisas e ela não deu nenhuma resposta concreta... parecia confusa. Perguntei, então, se ainda estávamos juntas e ela respondeu: "Não sei". Me senti tão mal por isso... mas achava justo, afinal eu tinha passado esse tempo todo fora. Ela me ajudou a procurar minha (nossa?) filha, mas acordei sem encontrá-la.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

sonho de marte


No dia em que Marte mais se aproximou da Terra, eu e uma amiga viemos para minha casa e nos preparamos para assistir o fenomeno, mas infelizmente estava tudo nublado e acabou que a gente ficou conversando um tempo, e depois fomos dormir.
De repente eu acordo no meu quarto, com minha amiga dormindo na bicama, e resolvo abrir a janela pra olhar o céu. Não está mais nublado e eu vejo uma enorme bola vermelha pairando sobre o jardin de casa. não consigo descrever tudo o que se passou então, mas ouveram fusões de estrelas, explosões e poeira cósmica! Esse espetáculo de luzes, cores e formas aconteceu tão perto dos meus olhos que em alguns momentos eu achei que podia alcançar tudo! E Marte lá, brilhando como nunca, com um vermelho denso, lindo.. depois do show, vi um disco voador bem pequenininho e um marciano com pinta de líder apareceu debaixo da minha janela! ele parecia com os ETs tradicionais: era verde, meio enrugado, com uns braços pequenininhos, mas parecia muito simpático! Não tocava o solo; ficava numa espécie de mini-nave que flutuava perto do chão. Sua tentativa de comunicação não foi lá muito bem-sucedida, mas consegui chamar meus pais e meu irmão - a minha amiga não acordou - e pegar a câmera fotográfica para registrar o grande evento. Acho que meu pai até conseguiu trocar uma idéia com o senhor marciano (hehehe), mas infelizmente a bateria da camera acabou antes que eu conseguisse fotografar, e ele foi embora. voltei, então, para minha janela e vi o sol nascendo. Enquanto eu, meus pais e meu irmão admirávamos a cena, um pássaro enorme, com corpo de mulher e asas de tecido bastante colorido, voava sobre os telhados das casas pintados pela luz alaranjada do amanhecer. Procurei outra câmera e cheguei a enquandrar o que queria, fotometrar e tudo o mais, mas quando fui tirar a foto... não tinha filme. Ponho a câmera de lado e percorro, com os olhos, toda a trajetória do passaro até desaparecer no céu.
De repente eu acordo no meu quarto, com minha amiga dormindo na bicama, e resolvo abrir a janela pra olhar o céu. Tudo nublado... volto a me deitar com um sorriso bobo no rosto e grata por ter visto tudo aquilo!