quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Férias apocalípticas

Num dia tranquilo de férias, eu, minha namorada (Iací) e duas amigas de infância (que eu vou chamar de Iris e Júlia) fomos à praia, tomamos sol, conversamos, bebemos, nadamos, e, em um determinado momento, a correnteza ficou muito forte e veio uma onda absurdamente grande e forte em cima de todos que estavam na praia. Eu me debati, me revirei, nadei, mas só consegui sair da água quando a Iris me puxou pra fora. Procurei um pouco pela minha namorada e, não encontrando nem ela nem a Júlia, fui correndo com a Iris pra dentro da cidade, afinal o mar continuava avançando. Ela me guiou pelas ruas de paralelepípedo até um tipo de galpão bem antigo onde havia um bote e vários coletes salva-vidas. Nos vestimos com os coletes e saindo do galpão encontramos Iací e Júlia. Claro que eu saí correndo e abracei Iací com toda a força e beijei seu rosto quase desesperadamente (imagina meu alívio!), até perceber que ela parecia meio chateada. Quando perguntei o que era ela me respondeu que eu não procurei por ela o suficiente no mar.. Não lembro se contei como foi pra mim no mar, mas depois disso tudo ficou razoavelmente bem e logo era o dia seguinte.
O que fizemos então? Voltamos para a mesma praia! Novamente em pôr-do-sol sem muitas cores, mas dessa vez eu e Iacì fomos com meus pais, que tinham chegado na cidade naquele dia, e eu achava que eles deviam conhecer a praia. E o que aconteceu enquanto estávamos na água? novamente aquela correnteza bem forte e onda enorme aconteceram. Dessa vez eu procurei mais tempo pela minha namorada, e consegui encontrar depois de um tempo. Peguei ela no colo e, com muito mais dificuldade que no dia anterior, consegui sair daquela água turva. Ainda com ela no colo, corri até o mesmo galpão, que dessa vez estava vazio. A cidade que parecia um pouco com Ouro Preto, mas tinha sido Belém e São Jorge, estava ficando toda alagada. Na correria por abrigo passamos por um rio que tinha sido formado no centro da cidade, onde, além do meu primo, encontramos alguns coletes e um bote flutuando. Os três chegamos numa loja estilo 1,99 onde encontramos roupas secas e pessoas muito mal-humoradas que nos fizeram sair de lá rapidinho.
Nessa altura já estava de madrugada, e ouvimos rumores de que aquele seria o fim, o apocalipse. Isso já havia passado pela minha cabeça, mas depois de ouvir de outras bocas meu medo aumentou um bocado. Meu primo sumiu na procura por abrigo e eu e Iací, que corríamos a bastante tempo, sempre para os lugares mais secos da cidade, acabamos conhecendo um bombeiro que disse que podia nos ajudar. Ele abriu uma porta do prédio dos bombeiros e uma fila de gente querendo entrar fez-se atraz de nós, embora ninguém mais tenha conseguido. subimos por uma escada bem esquisita e e chegamos numa sala onde algumas pessoas comíam e conversávam. Nos ofereceram comida, e muito mais tranquilas, sentamos no sofá comendo e ouvindo a a fala de um homem que dizia que o que estava acontecendo era igualzinho a descrição do aocalipse de São Jorge.
Acordo..