segunda-feira, 14 de maio de 2007

introdução e sonho de 14/05/2007

Hoje de manhã quando acordei sentia ainda úmidos meus últimos trechos de sonho e pensei em registrá-los aqui. Escolhi, no entanto, esperar até a noite, já que naquela hora preferi me arrumar para o tai chi. Mas parece que a secura de Brasília é tanta que afeta essa terra também... Meu esforço para mantê-los guardados funcionou, mas sinto que perdi muito deles.
Parece que de manhã, logo depois de acordar, os sonhos se escondem pelos cantos misturando realidades, e deixamos que escapem por não saber como segurar-los direito.
acho que eu aprendi melhor que várias pessoas a apanhar os meus sonhos depois que acordo e acho que vivo mais por isso. Não é que eu tenha um talento diferente, não. O que eu tenho é paixão pelos sonhos. Até os bizarros, os medonhos, os bobos... Sou uma sonhadora apaixonada!
Adoro dividir eles com os outros também. Tenho uma certa dó de não poder passar exatamente como foram, afinal são tão extraordinários que cada um daria material para uma vida de arte!
Por isso resolvi criar esse espaço: ao mesmo tempo em que anoto os meus sonhos para que durem mais, divido com aqueles que quiserem ler!

Bom, o sonho da noite passada começou levemente cotidiano para depois tornar-se mais surreal...

a primeira cena que lembro envolve minha namorada, que vou chamar de Iací, por um motivo que ela entenderia, e um menino pela qual já fui apaixonada, que chamarei de João (aleatório). O João tinha vindo da cidade dele sem eu saber e estava no meu quarto, assim como ela. Eu acho que tinha acordado há pouco tempo e conversava com eles, sendo que ele demonstrava certa intimidade, falava coisas pra me agradar e estava sempre sorrindo. Eu conversava animada enquanto ela ficou um pouco silenciosa. Daí cortou para uma cena onde estávamos nós 3 mais alguns amigos meus em um bar e pensávamos no que fazer naquela noite, assunto que já tinha aparecido no quarto. As opções eram um grupo de coco e um trance e parece que os dois estavam caros.
Lá, Iací falou o quanto estava incomodada com a presença de João e com o jeito como eu conversava com ele. Eu explico que tinha saudade, mas que nada mais aconteceria entre nós, e que eu a amava demais. Acho que ela acredita, mas continua um pouco enciumada. o engraçado aqui é que eu não consegui me espressar como queria.. queria que ela entendesse o quão menor esse "te amo demais" parecia perto do meu sentimento real por ela..
A cidade não era mais Brasília. Parecia mais Pirinópolis ou uma dessas cidadezinhas bem coloridas. Uma amiga minha falou que a banda de coco não tava muito legal, que tinha virado moda e agora estava cara demais.

Estou numa canoa com uma mulher mais velha. As águas são bem verdes, cristalinas. Não olho para o céu, mas me parece estar nublado. Conversamos não lembro do quê. A canoa encalha num ponto com várias arvores em volta. Seguramos a canoa, agora uma miniatura, em nossas mãos e vamos ver o que está errado. Várias tábuas faltando... a senhora agora é minha avó. Andamos por dentro da água com dificuldade e depois nos seguramos para a correnteza não levar. Impressiono-me com as algas... lindas! O verde e o movimento são hipinotizantes. Alguém reclama ou pergunta por que estamos ali. Era um homem estranho, não me agrada. Com ele aparecem bichos amarelos e gosmentos pelos lugares e que não param de crescer. Saímos correndo do rio. Já não é mais minha avó. Corremos por cima das pedras num cenário familiar. (Acho que apareceu em outro sonho) o foco vai para alguns dos bichos que ainda estavam pequenos. Zoom out.. Encontram-se numa espécie de aquário, onde estão sendo estudados por aquele homem, agora vestido de médico e num hospital. É o inicio daquela bagunça dos bichos amarelos. O foco vai para as pessoas do que estão lá dentro, esperando para serem atendidas, e, depois, para uma mulher que está na janela, vestida de afegã, se não me engano. Ela chora em silêncio e tem o olhar distante. Algo nela além do choro prende minha atenção. Um homem começa a andar em sua direção e puxa conversa com ela. Os dois se vestem de azul. Ela mal responde e ele a pega com força pelo pulso, prendendo-a a janela com os braços acima da cabeça. Ela debate, grita, mas ele é muito rápido. Corre, e explode uma bomba pelo lado de fora que faz com que os vidros voem em estilhaços para dentro do prédio, mas apenas a moça afegã é atingida. Todos os outros corremos para fora desesperadamente.

Eu acordo

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