segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Estar ou não estar...

Lá estava eu em minha moto, tentando não ser vista pelos policiais nas ruas mal iluminadas de alguma quadra, quando um deles me para. Então eu desço da moto e, logicamente, saio conversando com uma moça que apareceu por lá e, que por acaso, era a dona da academia que ocupava aquela quadra toda, embora não fosse possível identificar nenhum sinal de que houvesse uma por aquelas bandas. Ela faz uma pequena propaganda e eu resolvo experimentar um dos cursos de lá que me soa interessante.

Entrando na sala, que era como um pequeno apartamento com enormes janelas de vidro, uma mesa no centro e uma escada que dava para o segundo andar, conheço a professora e os integrantes da turma. A professora é mais velha e bem simpática, mas séria ao mesmo tempo, e os integrantes tem todos idades próximas a minha. Aprendo que não sairíamos dali por um bom tempo e que esse talvez fosse o mês mais difícil de nossas vidas, mas mesmo assim eu e todos os outros resolvemos ficar. Uma visita da dona da academia deixa claro que elas são bruxas e que não têm certeza se deviam fazer uma coisa tão difícil com a gente, mas ainda assim continuamos.
A professora dá algumas orientações e vamos todos para o andar de cima, que é vazio. Olhamos as janelas e uma menina do grupo resolve tacar uma pedrinha lapidada no prédio da frente, que tinha suas janelas abertas. Pouco depois da pedra chegar lá entra outra na sala em que estamos. Nossa primeira idéia foi que haviam pessoas lá jogando a pedra de volta, mas depois percebemos que a pedra que ela jogava lá entrava onde estávamos ao entrar no prédio da frente! não havia gente lá, ou melhor, nós é que estávamos lá que era o nosso aqui!! ficamos um pouco assustados com a constatação e eu resolvi levantar e fechar as janelas. e ao fazer isso eu vi o meu reflexo na janela de um terceiro prédio, mais alto que o nosso e meio em diagonal, fechando a janela de lá! fechei outra e novamente lá estava meu reflexo em outro prédio, enquanto a outra janela era fechada. falei com os colegas o que estava acontecendo e conversamos um pouco sobre estarmos em outros lugares ou o que seria isso. Depois começamos a ver nosso reflexo na parte de baixo da janela, que era meio espelhada, e ele não estava muito.. certo. a professora então disse que o que aconteceria agora não seria real e teriamos de nos controlar. Ela disse também que cada um teria uma experiência diferente, com ela o reflexo tinha envelhecido bem rápido. Olhei para o meu e eu comecei a ficar com aparencia de frio: minha pele ficou um pouco sem cor, os lábios roxos, e começaram a aparecer gelinhos no meu cabelo. Eu senti frio de verdade, mas tentei pensar que aquilo não era real. O meu reflexo foi congelando aos poucos, com gelo sendo formado principalmente em volta do meu pescoço e eu fui ficando desesperada com isso! Foi só quando eu olhei pra baixo e coloquei as mão no meu pescoço que eu realmente vi que não era real e consegui acalmar. Meu reflexo voltou ao normal.

Todos descemos e houve uma reunião onde aquela professora nos falou várias coisas. Minha irmã agora estava presente. Em um momento eu perguntei para a professora o que aconteceria se não conseguissemos descer e então eu estava não conseguindo descer as escadas. Meu corpo havia travado, como naquele esquema de catalepsia projetiva. Escutei a voz dela dizendo "tenta relaxar o corpo" e deu certo, fui conseguindo relaxar um pouco até meu corpo amolecer e eu ficar deitada na escada, então consegui descer. Eu continuava conversando com ela e não sabia se tinha imaginado, tinha já tinha acontecido ou se eu previ o que ia acontecer.
A reunião continuou, embora nem todos estivessem prestando atenção nela, até que um rapaz resolveu que iria embora. eu e outros ficamos espantadíssimos com a possibilidade e a maior parte foi embora. alguns, como eu resolveram sair um pouquinho só pra respirar, mas voltariam em algumas horas.
andando, passei por uma casa bem simples onde estavam cozinhando algo e me ofereci para ajudar em troca de comida. Ajudei na cozinha e acabei conversando com a menina que cozinhava e aconselhando ela de alguma forma, embore não me lembre como. Comecei a pensar se realmente devia voltar..
acordo..

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